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PEDALE, QUE EU SEGURO
Ele tinha quatro anos e as pernas mal alcançavam os pedais. Eu segurava o banco da bicicleta com as duas mãos, e ele, desconfiado do próprio equilíbrio, olhava para trás a cada duas pedaladas, como quem conferia se eu ainda estava ali. — Pedale e olhe para frente — eu dizia. — Eu estou aqui. Eu seguro. Ele pedalava mais um pouco. Olhava para trás. Eu continuava ali. Talvez ele não soubesse, naquela época, que eu não segurava apenas o banco da bicicleta. Segurava também o medo

CARLA KIRILOS


INTERVALO CASA CONSULTA
Acordei cedo. Coloquei sobre a mesa exames e bolsa. Verifiquei bateria celular. Degustei meu café da manhã. Tomei banho... Chamei Uber......

BETH BRETAS


DELICADA CONFUSÃO MENTAL
Um texto magnífico de estreia da Autora Beth Bretas! Sobre enxergar valor em coisas simples, estar atenta ao menor dos detalhes.

BETH BRETAS
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