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O FEMINISMO DOS ÚLTIMOS SÉCULOS
Havia autoridade nos olhos da matriarca Olhava, franzia a testa e desse jeito falava. Anos depois, esses gestos sigilosos se tornavam Ecos para adolescente, jovem, moça inteira. Casava-se sob ordem superior, sem amor. Sem a mácula do pecado, seguia o marido Submissa de suas ações, suas razões. Todas elas, avó, mãe e filha. As mulheres de meus tempos Mães de todo feto que no útero caía. A pílula do dia seguinte não existia Nenhuma gestação, ela impedia. Uma década apenas, a pr

MARIA ANÉSIA


A ARTE DO BOM SENSO “LASTRO, LEGADO E UM POUCO DE CAROLINA”
“Vou apertar, mas não vou acender agora;se segura, malandro, pra fazer a cabeça tem hora” (Malandragem dá um Tempo – Bezerra da Silva) O excerto acima é de um samba que ficou famoso na voz de Bezerra da Silva e que me inspirou esta crônica, não antes de se amarrar aos acontecimentos cotidianos. Mas quero iniciar fazendo justiça, citando os nomes dos compositores, quase sempre esquecidos. São eles: Adelzonilton Barbosa, Popular P e Moacyr Bombeiro, que, num contexto provavel

JEFFERSON LIMA


E ELAS SE VESTIRAM DE HOMEM …E COLOCARAM SEUS NOMES NA HISTÓRIA.
Apesar de ser um tema universal, inicia-se esta crônica pela senda do localismo. No devir constante da existência, a história apresentou-se de forma cruel às mulheres, mas, navegando em mares opostos, elas feriram profundamente a narrativa com o punhal da sagacidade, da inteligência, da esperteza, da malícia, dos mistérios e do enigma e, por não dizer, da beleza. Como tão bem afirma o narrador Bentinho no drama universal machadiano Dom Casmurro , o olhar de Capitu é o olhar d

JOSÉ FRANÇA


Codinome
SALVE 8 DE MARÇO! PARABÉNS, MULHER! Seja você Maria Quitéria Ou uma destemida Mariele Talvez uma sábia Carolina Ou uma forte Georgina Segure o baque Aguente o embate Pode ser simplesmente Uma doce Ana Maria Que traz no sorriso sua simpatia Ou talvez uma mulher indômita E quem sabe o seu nome Pode ser Antônia... Mas que importa o nome? Se você traz a marca de Eva Será criticada e vilipendiada Te jogarão nas trevas Porém resiliência é seu codinome Desfaça os laços Arranque os t

ILMA PEREIRA


QUANDO O CINEMA VIRA ESPELHO
Março sempre me lembra duas coisas: o outono chegando devagar e a temporada do Academy Awards — o nosso querido Oscar, para quem, como eu, é fã de cinema. É o mês em que minha paixão antiga por livros e filmes ganha uma intensidade quase adolescente. Organizo agenda, faço listas, leio críticas, comparo roteiros com adaptações literárias, marco frases como quem sublinha a própria vida. Cinema, para mim, nunca foi apenas entretenimento; é lente de análise da existência. E você?

CARLA KIRILOS


LIVRO
Esse objeto sempre esteve presente na minha vida. Sou filha de um homem amante de biblioteca, que separava um quarto cheio de variadas narrativas, um bem decorado, com uma mesa de oito cadeiras no centro e duas estantes que recebiam exemplares, todos os meses. E, por incrível que pareça, amando como amo fotografar, não tirei uma foto dessa biblioteca tão particular de um pai que me deixou como herança uma forte identificação com a literatura - quando entro em ambiente cercad

BETH BRETAS


UTOPIAR
“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” Eduardo Galeano O que almejamos para o mundo, para as convivências, para as existências, está sempre no campo ilógico da utopia. E tem sempre alguém para nos lembrar disso. Ao caminhar, esbarramos nas mais diversas realid

RUBIA ARCE Admin Blog


MEMÓRIA SINESTÉSICA: ECOS DA INFÂNCIA E NUVENS DA MATURIDADE
Quando eu era criança e visitava a casa da minha tia Lila, me sentia em um paraíso. Ela tinha muitos LPs que giravam numa linda e compacta vitrola amarela e que preenchiam o ambiente com muita música gostosa. Muitas delas, inclusive, fazem parte da minha memória acústica que traz consigo um combo de sensações sinestésicas daquela época. Sempre gostei muito de música, gostava de ficar quietinha apreciando as interpretações dos artistas, sentindo as emoções que as letras e mel

MICHELLE MKO


O INVISÍVEL QUE NOS CONDUZ
Há movimentos que não se mostram aos olhos, mas ainda assim orientam nossas escolhas, atravessam nossas relações e desenham, em silêncio, os caminhos da nossa vida. Eles nascem daquilo que veio antes de nós, da história, da família, dos laços que nos constituem. Por isso, muitas vezes, o que chamamos de bloqueio ou repetição não é erro nem fraqueza, mas um gesto de amor inconsciente, a fidelidade a um sistema ao qual pertencemos. Na visão sistêmica, cada pessoa carrega um lug

ELIANE SOUZA
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