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AMOR EM TEMPOS DE HIPERTENSÃO
No capitalismo, as datas passam a representar cifras: Natal, Dia das Mães, dos Pais e dos Namorados são algumas das oportunidades de transformar afeto em lucro. Mas, sem querer minimizar os danos desse manejo comercial, podemos falar de o quanto essas datas podem, de alguma maneira, levar algumas pessoas a sentirem permissão para demonstrarem o que sentem e hastearem a bandeira de seus amores? Quem diz que o amor segue calendário? Não deveria ser tão desafiador falar e mostra

MICHELLE MKO


A PEDRA COMO REVELAÇÃO: Drummond, Dostoiévski e os Ecos do Absurdo
A proposta desta crônica é fazer uma análise comparativa da imagem da pedra na obra Os Irmãos Karamázov, de Dostoiévski, e no poema “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. Como o texto do autor russo é cerca de 60 anos mais antigo que o do poeta mineiro, surge a pergunta: teria Carlos Drummond lido a fantástica e universal obra de Dostoiévski? A resposta é quase um sim. A obra do itabirano revela que ele era um grande leitor, como se nota nas intertextualidades p

JOSÉ FRANÇA
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