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É O CHEIRO!
“Sei que a vida vale a pena... mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena...” (Ferreira Gullar) Dia desses, li a crônica Velhos Cocheiros, escrita por João do Rio, em 1908. O narrador-personagem fala sobre uma conversa que teria travado com um velho cocheiro, que fazia ponto no antigo Largo do Paço, no Rio de Janeiro, e que já estava havia vinte anos na profissão. O Braga — esse era o nome do cocheiro — falava com saudosismo dos tempos da Monarquia, das pessoas importan

JEFFERSON LIMA


A ARTE DO BOM SENSO “LASTRO, LEGADO E UM POUCO DE CAROLINA”
“Vou apertar, mas não vou acender agora;se segura, malandro, pra fazer a cabeça tem hora” (Malandragem dá um Tempo – Bezerra da Silva) O excerto acima é de um samba que ficou famoso na voz de Bezerra da Silva e que me inspirou esta crônica, não antes de se amarrar aos acontecimentos cotidianos. Mas quero iniciar fazendo justiça, citando os nomes dos compositores, quase sempre esquecidos. São eles: Adelzonilton Barbosa, Popular P e Moacyr Bombeiro, que, num contexto provavel

JEFFERSON LIMA
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