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DOMINGO DE MAIO
“Eu sou uma constelação de eteceteras” Maria Paula reclinou-se da cadeira, jogou a cabeça para traz e suspirou. Palavra é coisa muito falha. Sentia coisas muito abstratas, dissolvíveis. Uma palavra. Ela queria uma palavra que preenchesse o espaço entre o abstrato e o dizer. Foi para a varanda e acendeu um cigarro. O marido não iria gostar, mas era maio, e em maio tudo é sonho. E domingo é sol que não nasceu. Estava usando licença poética de novo? Estava, mas para quem escrev


OS SONHOS E OS DEVANEIOS
Eu sou uma sonhadora contumaz de sonhos dormindo e, na maioria das vezes, lembro de meus sonhos. Na época da faculdade, uma colega...


JANELAS DO OUTRO LADO
Então, elas se abriram para outras paisagens... Um dia imaginadas, mas que ali, cara a cara, se tornaram tão reais. Algo que ultrapassava...
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