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ENTRE OS MITOS POLÍTICOS E OS AMORES DESORDENADOS: O QUE GOVERNA NOSSAS ESCOLHAS?
APRENDENDO COM AGOSTINHO E FREUD No momento estou lendo, estudando Confissões (Agostinho) e O Mal Estar na Cultura (Freud). A princípio pode parecer leituras que não conversam, mas tenho visto muita convergência, principalmente se trazemos para o momento atual de disputa eleitoral, veja se concorda comigo. Em Confissões, Santo Agostinho nos conduz a um encontro com aquilo que nem sempre queremos reconhecer: nossas contradições, nossos desejos e as motivações que se escondem


QUAL É O NOSSO GRITO DE HOJE: RELAÇÕES DE TRABALHO E A GREVE DOS PROFESSORES
Nos últimos meses, falamos aqui sobre o burnout em suas diferentes vertentes, sobre o sofrimento que pode surgir, quando as exigências do trabalho ultrapassam os recursos que o trabalhador dispõe para enfrentá-las. Mas a vida continua. A vida laboral segue. E, com ela, seguem também os encontros, desencontros, expectativas, frustrações e conflitos que fazem parte das relações humanas e das relações de trabalho. É nesse contexto que gostaria de trazer uma questão que hoje está


BURNOUT E A SUBJETIVIDADE: POR QUE ALGUMAS PESSOAS ADOECEM E OUTRAS NÃO?
Nos dois primeiros textos desta série, refletimos sobre a centralidade do trabalho na vida contemporânea e sobre como as transformações do mundo do trabalho têm favorecido o crescimento do burnout. Vimos que a intensificação das demandas, a hiperconectividade, a cultura da alta performance e a dificuldade de estabelecer limites criam um cenário propício ao sofrimento psíquico. Entretanto, uma pergunta permanece: por que, em uma mesma organização, sob as mesmas metas, com o me


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO II: PROBLEMA INDIVIDUAL OU ORGANIZACIONAL?
Quando o desempenho substitui o sentido Quando escrevi o primeiro texto, no mês passado, não pensei em fazer uma série, mas acho que o tema realmente não se esgota facilmente, então sigamos. No primeiro texto, refletimos sobre como o trabalho passou a ocupar um lugar central na constituição da identidade humana. Vimos que, ao longo da modernidade, ele deixou de ser apenas uma atividade destinada à sobrevivência para tornar-se um dos principais espaços de construção de sentido


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO
Na próxima semana farei uma palestra sobre Burnout e estudando e pesquisando mais sobre o tema, me deparei com dados atuais alarmantes. A relação do homem com o trabalho em nossos dias está cada dia mais adoecida. Nas sociedades antigas e medievais, a identidade das pessoas era construída a partir da família, da religião, da comunidade ou da posição social. O trabalho existia, mas não ocupava necessariamente o centro da vida subjetiva. A centralidade do trabalho começa a se


EU SÓ EXISTO NO OLHAR DO OUTRO!!!???
“A gente só existe no olhar do outro” É o título do livro de Ana Suy e Christian Dunker (2025), e sendo um texto psicanalítico me chamou a atenção, comprei... mas antes de ler quero refletir com vocês sobre essa chamada, será que só existo no olhar do outro? O que isso significa? A frase “a gente só existe no olhar do outro” parece simples, mas toca algo profundamente humano. Na psicanálise de Jacques Lacan, por exemplo, o sujeito se constitui a partir do olhar e da linguage
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