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BURNOUT E A SUBJETIVIDADE: POR QUE ALGUMAS PESSOAS ADOECEM E OUTRAS NÃO?
Nos dois primeiros textos desta série, refletimos sobre a centralidade do trabalho na vida contemporânea e sobre como as transformações do mundo do trabalho têm favorecido o crescimento do burnout. Vimos que a intensificação das demandas, a hiperconectividade, a cultura da alta performance e a dificuldade de estabelecer limites criam um cenário propício ao sofrimento psíquico. Entretanto, uma pergunta permanece: por que, em uma mesma organização, sob as mesmas metas, com o me

TEREZINHA ARAÚJO


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO II: PROBLEMA INDIVIDUAL OU ORGANIZACIONAL?
Quando o desempenho substitui o sentido Quando escrevi o primeiro texto, no mês passado, não pensei em fazer uma série, mas acho que o tema realmente não se esgota facilmente, então sigamos. No primeiro texto, refletimos sobre como o trabalho passou a ocupar um lugar central na constituição da identidade humana. Vimos que, ao longo da modernidade, ele deixou de ser apenas uma atividade destinada à sobrevivência para tornar-se um dos principais espaços de construção de sentido

TEREZINHA ARAÚJO


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO
Na próxima semana farei uma palestra sobre Burnout e estudando e pesquisando mais sobre o tema, me deparei com dados atuais alarmantes. A relação do homem com o trabalho em nossos dias está cada dia mais adoecida. Nas sociedades antigas e medievais, a identidade das pessoas era construída a partir da família, da religião, da comunidade ou da posição social. O trabalho existia, mas não ocupava necessariamente o centro da vida subjetiva. A centralidade do trabalho começa a se

TEREZINHA ARAÚJO


EU SÓ EXISTO NO OLHAR DO OUTRO!!!???
“A gente só existe no olhar do outro” É o título do livro de Ana Suy e Christian Dunker (2025), e sendo um texto psicanalítico me chamou a atenção, comprei... mas antes de ler quero refletir com vocês sobre essa chamada, será que só existo no olhar do outro? O que isso significa? A frase “a gente só existe no olhar do outro” parece simples, mas toca algo profundamente humano. Na psicanálise de Jacques Lacan, por exemplo, o sujeito se constitui a partir do olhar e da linguage

TEREZINHA ARAÚJO


ENTRE O ESPELHO E O ALGORITMO: QUANDO A ESTÉTICA DEIXA DE SER ESCOLHA?
Hoje fui a minha esteticista para procedimentos que faço sempre, a fim de manter minha pele bem tratada, cuidada, mas sem nenhum procedimento mais invasivo, pois, até aqui, não tem sido minha opção. Ela faz massagem, limpeza, estimulação de produção de colágeno, retira células mortas, enfim, dá uma manutenção básica. Enquanto estava ali deitada fiquei pensando em como é bom ter um tempo para desfrutar do cuidado do outro, de poder relaxar, gastar um tempo para me proporciona

TEREZINHA ARAÚJO


APRENDENDO A TER ESPERANÇA
Vivemos um tempo marcado por tensões globais, guerras, crises humanitárias, profundas incertezas políticas, desastres naturais e violências de toda ordem. As notícias chegam todos os dias carregadas de imagens de destruição, disputas de poder e instabilidade, cenas de ódio e barbárie. Diante desse cenário, experimentamos sentimentos de angústia, medo e impotência. Surge então perguntas que atravessam tanto a vida individual quanto a coletiva : Como sustentar a esperança em t

TEREZINHA ARAÚJO
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