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BURNOUT E A SUBJETIVIDADE: POR QUE ALGUMAS PESSOAS ADOECEM E OUTRAS NÃO?
Nos dois primeiros textos desta série, refletimos sobre a centralidade do trabalho na vida contemporânea e sobre como as transformações do mundo do trabalho têm favorecido o crescimento do burnout. Vimos que a intensificação das demandas, a hiperconectividade, a cultura da alta performance e a dificuldade de estabelecer limites criam um cenário propício ao sofrimento psíquico. Entretanto, uma pergunta permanece: por que, em uma mesma organização, sob as mesmas metas, com o me


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO II: PROBLEMA INDIVIDUAL OU ORGANIZACIONAL?
Quando o desempenho substitui o sentido Quando escrevi o primeiro texto, no mês passado, não pensei em fazer uma série, mas acho que o tema realmente não se esgota facilmente, então sigamos. No primeiro texto, refletimos sobre como o trabalho passou a ocupar um lugar central na constituição da identidade humana. Vimos que, ao longo da modernidade, ele deixou de ser apenas uma atividade destinada à sobrevivência para tornar-se um dos principais espaços de construção de sentido


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO
Na próxima semana farei uma palestra sobre Burnout e estudando e pesquisando mais sobre o tema, me deparei com dados atuais alarmantes. A relação do homem com o trabalho em nossos dias está cada dia mais adoecida. Nas sociedades antigas e medievais, a identidade das pessoas era construída a partir da família, da religião, da comunidade ou da posição social. O trabalho existia, mas não ocupava necessariamente o centro da vida subjetiva. A centralidade do trabalho começa a se
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