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DEPOIS DO ALMOÇO
Ela pousa o copo na mesa, o som se espalhou por toda a sala, deu um longo suspiro de satisfação. Comera toda a refeição, era uma vitória. - Parabéns! Não deixou nem um grão. O moço na outra ponta da mesa sorria, mas ela não compreendia o motivo de tal alegria. - Você merece uma sobremesa. – Ele disse enquanto recolhia os pratos. - Não quero comer mais nada. – Ela disse com voz firme. - Mas tem aquela rapadura que a senhora ama. - Detesto rapadura. O moço levava os pratos

ANA BEATRIZ


ESTE NÃO FOI UM ANO FÁCIL...
Teve dias longos, noites silenciosas e momentos em que o coração precisou ser mais forte do que o corpo. Houve planos adiados, expectativas quebradas e caminhos que precisaram ser refeitos em meio a caminhada. A vida nos convocou ao que não planejamos. Houve perdas, frustrações e silêncios que não cabiam nas palavras. Momentos em que o eu precisou reconhecer seus limites, e o ideal de controle teve que ceder lugar à experiência do real. Um real que não encontra palavras, mas

TEREZINHA ARAÚJO
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