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RIOZINHOS DE MINHAS MÃOS
Aperto profundamente meu punho Navego pelos latejos Pelas águas vermelhas que são. Que correm dentro, latejam fora Nos leitos de minhas mãos. Estou viva Vivinha da silva. Trazem em suas correntezas Oxigênio dos pulmões Nutrientes de tecidos diversos. Mantém minhas mãos vivas Meus dedos flácidos Para eu escrever versos. Estou viva Vivinha da silva. Sangue é água, sangue é vida Sangue é arte pura, a cara da paixão e do amor Feita com sabedoria divina na criação do Salvador. Es

MARIA ANÉSIA


A PEDRA COMO REVELAÇÃO: Drummond, Dostoiévski e os Ecos do Absurdo
A proposta desta crônica é fazer uma análise comparativa da imagem da pedra na obra Os Irmãos Karamázov, de Dostoiévski, e no poema “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. Como o texto do autor russo é cerca de 60 anos mais antigo que o do poeta mineiro, surge a pergunta: teria Carlos Drummond lido a fantástica e universal obra de Dostoiévski? A resposta é quase um sim. A obra do itabirano revela que ele era um grande leitor, como se nota nas intertextualidades p

JOSÉ FRANÇA
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