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O FEMINISMO DOS ÚLTIMOS SÉCULOS
Havia autoridade nos olhos da matriarca Olhava, franzia a testa e desse jeito falava. Anos depois, esses gestos sigilosos se tornavam Ecos para adolescente, jovem, moça inteira. Casava-se sob ordem superior, sem amor. Sem a mácula do pecado, seguia o marido Submissa de suas ações, suas razões. Todas elas, avó, mãe e filha. As mulheres de meus tempos Mães de todo feto que no útero caía. A pílula do dia seguinte não existia Nenhuma gestação, ela impedia. Uma década apenas, a pr

MARIA ANÉSIA


UM MINUTO DE AMOR
Já era tarde da noite. Eu precisava fazer uma ligação de urgência. Peguei o celular, liguei. Demorou, mas ele atendeu e disse: - Eu te amo. - Ué, é você de que fui informada, estava quase sem memória? Confesso, por um triz, teria feito essa interrogação pra ele. Não, não, apenas lhe ofereci ajuda. Se precisava, não sei. Tinha minhas dúvidas. O cara estava perfeito, sorrindo e me prometeu que ia dar tudo certo. Filho é assim. Esconde suas dores diante da velha mãe. Quer vê-la

MARIA ANÉSIA


OS VÍRUS DA MODERNIDADE
A professora chega à escola onde trabalha, um espaço confortável e atraente. Jardins, quadras para várias modalidades de esportes, biblioteca bem equipada, sala de computadores, uma excelente internet e atividades de interação social como hortas, aulas de pinturas, bordados, crochês, desenhos e outros tipos de artes. Tudo isso direcionado para um ensino de qualidade, alimentação propícia, bons hábitos e respeito às diferenças raciais, crenças e cultura. Talita, professora ren

MARIA ANÉSIA


CÉREBROS EM EXERCÍCIO
Áudio fecha – Áudio abre Ouvidos escutando Vozes ecoando Olhares compartilhando A lição daquela noite. Tudo em sintonia com a mente. O inconsciente simulando O cérebro controlando Palavras, gestos e emoções Dos escritores presentes Online na televisão. “A mente humana é literária” Capacitando com maestria Os escritos que saíam quentinhos A todo vapor. Do pensamento dos poetas E também do professor Ensinando a escrever poemas. “A mente humana é cabeça” Casa-se bem com a lite

MARIA ANÉSIA


LIXEIROS
Uma adolescente e sua mãe passeavam pelas ruas da cidade. Sutilmente, entrava pelas janelas do veículo um sopro suave de brisa vespertina. E o divertimento das duas tinha nada mais do que um sabor de paraíso. Ora debaixo do verde das árvores, ora debaixo de viadutos, dos lados esquerdo e direito das avenidas, nas bases de prédios altíssimos, ao redor das bordas de praças como a Raul Soares. O carro de Tiana rodava paralelamente a outros automóveis, tanto brilho e maciez que p

MARIA ANÉSIA


AR DE SETEMBRO
Vento festivo Fluindo nas narinas dos virginianos. Sou virgem Independente de nascença. Nasci no grito de libertação do Brasil...

MARIA ANÉSIA
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