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RIOZINHOS DE MINHAS MÃOS

  • Foto do escritor: MARIA ANÉSIA
    MARIA ANÉSIA
  • há 22 horas
  • 1 min de leitura

Aperto profundamente meu punho

Navego pelos latejos

Pelas águas  vermelhas que são.

Que correm dentro, latejam fora

Nos leitos de minhas mãos.


Estou viva

Vivinha da silva.


Trazem em suas correntezas

Oxigênio dos pulmões

Nutrientes de tecidos diversos.

Mantém minhas mãos vivas

Meus dedos flácidos

Para eu escrever versos.


Estou viva

Vivinha da silva.


Sangue é água, sangue é vida

Sangue é arte pura, a cara da paixão e do amor

Feita com sabedoria divina na criação do Salvador.


Esses riachinhos fininhos, em minhas mãos

Em meu corpo inteiro, nunca secam

É o sustento de minha existência.

Sem que eu perceba, correm a todo instante

Se parar, nem sei dizer, é o corpo caído ao chão.


Uma coisa sei quando deito

Eles chegam nas batidas de meu coração.


Estou viva, vivíssima!








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