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RIOZINHOS DE MINHAS MÃOS

15 de ago.
1 min de leitura

Aperto profundamente meu punho
Navego pelos latejos
Pelas águas vermelhas que são.
Que correm dentro, latejam fora
Nos leitos de minhas mãos.
Estou viva
Vivinha da silva.
Trazem em suas correntezas
Oxigênio dos pulmões
Nutrientes de tecidos diversos.
Mantém minhas mãos vivas
Meus dedos flácidos
Para eu escrever versos.
Estou viva
Vivinha da silva.
Sangue é água, sangue é vida
Sangue é arte pura, a cara da paixão e do amor
Feita com sabedoria divina na criação do Salvador.
Esses riachinhos fininhos, em minhas mãos
Em meu corpo inteiro, nunca secam
É o sustento de minha existência.
Sem que eu perceba, correm a todo instante
Se parar, nem sei dizer, é o corpo caído ao chão.
Uma coisa sei quando deito
Eles chegam nas batidas de meu coração.
Estou viva, vivíssima!

8 comentários
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Que delícia de poema! Tão delicado e tão sutil! Que bom que está Vivinha da Silva para continuar compartilhando conosco essas belezuras de versos!
Riozinhos de vida, que levam nutrientes e irrigam a mente perspicaz; produzindo energia, pelos poros evaporam poesia! Um brinde às águas rubras que correm em suas veias, Anésia!
Estas linhas nas mãos e no corpo inteiro fecundas de sangue, regato que rega as mais recônditas regiões do corpo, transportando os nutrientes necessários para a vida continuar acontecendo... Um texto que discorre sobre este tema, principalmente em forma de poesia, é mais que um poema, é uma celebração à vida.
Parabéns, Maria Anésia!
Um forte abraço.
O sangue que corre em nossas veias leva em sua correnteza nossas emoções da cabeça aos pés e vice- versa, criando o movimento de sustentação do corpo, da vida, não é, Maria Anésia?
Namastê!