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INTERFACE
Quero que você seja o que não fui, o que não sou… Quero que você faça o que não fiz. Quero que você supere o que não superei. Quero que você queira o meu querer. Que você abasteça o que, quiçá sei dizer. Quero que você faça, desvende, crie… quero que você supere. Eu só quero. Nesse querer, me escondo, me acomodo… justifico, paraliso. Idealismo!! Profundo abismo. Projeto em você os meus anseios, projeto em você o que não consegui ser! E se você não atender, deixou de merecer.


HIATOS E ENTREPONTOS
Não poucas vezes, confesso que a página em branco me assusta por espelhar o vazio que sinto ante o desejo ou a pretensão de escrever. Nem sempre há uma ideia predefinida, ou um grito reprimido pressionando para que o expresse. Nesses hiatos de inspiração, a sensação é de que, definitivamente, a fonte secou. Não há mais versos, crônicas ou histórias a serem criadas. Chega a dar um pouco de aflição. Mas certo alívio vem ao relembrar as vezes em que textos não planejados surgira


MITO
Daqui, por vezes, fico a indagar o que um mito vem nos apresentar. E vale pensar, vale observar… Vale avaliar… Vale ressaltar que o mito apresenta pessoas, ele diz sobre escolhas, ele revela. Parece até novela… Nem sei se podemos chamar de mito, mas algumas personalidades têm revelado muito sobre a sociedade. O agir, o pensar, o relacionar. Estamos buscando referências onde? Como? Nossa procura diz sobre nós. Escolhemos aquilo com o que nos identificamos. Eis aí uma boa quest


SOBRE AS AREIAS DO MEU TEMPO
“Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial. (Rubem Alves) Estou a poucos dias de completar meus primeiros cinquenta anos! Por ser um marco na minha existência, resolvi celebrar com o lançamento de um novo livro: Para A


SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V


PÁSSARO LIVRE
"Liberdade é espaço para voar" É quase uma vida, senão a vida Do Pássaro - Preto Que entoa sua melodia Em qualquer hora ou estação. Entre galhos verdes ou secos Na cidade, nas matas ou no sertão. De toda passarada Que chega, assenta E logo sai alvoroçada. Em meio à agitação do vento Asas leves disparadas. O coração pacífico do poeta, inquieta Não é em vão. Em linhas retas de sua memória Solta versos e não demora voam pássaros pelos ares, vida de mel Voam poemas nas folhas de
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