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ONDE ESTARÁ?
Os pensamentos gritam tão alto que fica difícil ignorar. Existe algo que agrega sentido e faz tudo valer a pena. E varia de pessoa para pessoa. Uma energia que faz tuas pernas levantarem o corpo, toda manhã. O que faz o coração aquecer e o olhar brilhar. O que vai significar esperança de existir um amanhã. Aquilo que faz superar. Que molda caminhos. E faz acreditar no impossível. Que transcende o caos. Traz movimento, busca, desprendimento. Justifica esforços Modela comporta

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SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V

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A MAIS BELA SUBJETIVIDADE
Faz-se necessário, antes, trazer a definição para esta palavra tão linda e de tão caro significado. A Subjetividade pode ser definida como o conjunto de pensamentos, emoções, experiências e valores que compõem o mundo interno de um indivíduo. Ela representa a maneira particular, única e pessoal como cada pessoa percebe, interpreta e atribui sentido à realidade ao seu redor. Gosto de visualizar a existência de cada um, tecida em retalhos como uma imensa e maravilhosa colcha.

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QUANDO A PORTA SE FECHA
Nos últimos dias, vi a porta se fechar atrás de mim algumas vezes. Mais vezes do que pude prever. A porta da sala de reuniões, agora utilizada como ponto de encontro para conversas particulares e partilhas, quase nunca, profissionais. Antes de tudo, são pessoas, e devem ser reconhecidas como tal. Não longas o suficiente, mas importantes conversas que versam na mais alta humanidade. Rabiscos que vão se traduzindo em abertura de almas, moldando na minha frente aquele ser que se

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SENTIR SENTINDO, OU ASSISTINDO?
Olhos que enxergam pouco. Um pouco tão insuficiente que reflete desgosto. (Des)gostar. Perder o gosto a cada passo. Partes de nós que compõem quem somos entrelaçam-se para tornar real a escrita da nossa canção. Cérebro, mente e consciência trabalhando juntos para tornar possível o nosso existir. Mas, não um existir pequeno, ou mediano, simplesmente o melhor que possamos construir. Intrigante, penso eu, é escolher caminhar sobre os vazios que temos e deixar que eles nos pree

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SUA PRESSA, MEU DESASSOSSEGO?
Passos largos... Passos curtos... E uma infinidade de caminhantes a passear. Tropeça-se aqui e cai-se acolá. Estendem-se tapetes por onde nunca mais poderia querer passar. A alguns, interessa menos o destino, e mais os passos que serão dados, porque sabem que alguém, em algum momento, nas pegadas deixadas, pode querer pisar. Onde pisar, por onde passar, qual caminho escolher… Isso importa? Muito. Deveras importará a quem se importa. Caminhante observadora que sou e debruçada

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