O FEMINISMO DOS ÚLTIMOS SÉCULOS
- MARIA ANÉSIA

- há 11 horas
- 2 min de leitura

Havia autoridade nos olhos da matriarca
Olhava, franzia a testa e desse jeito falava.
Anos depois, esses gestos sigilosos se tornavam
Ecos para adolescente, jovem, moça inteira.
Casava-se sob ordem superior, sem amor.
Sem a mácula do pecado, seguia o marido
Submissa de suas ações, suas razões.
Todas elas, avó, mãe e filha.
As mulheres de meus tempos
Mães de todo feto que no útero caía.
A pílula do dia seguinte não existia
Nenhuma gestação, ela impedia.
Uma década apenas, a primogênita se incumbia
Da missão que não era sua, "crua e nua."
-Você é a mais velha
Corrige seus irmãos, varre o chão.
Escola, só nos aglomerados, cidades distantes
Cresciam analfabetas, ali aprendiam
A lição do amor, da repetição.
Ia pro mundo aprender a trabalhar
No disfarce da escravidão
E na dor da saudade.
Esse tempo foi embora, a mulher de agora
Ganha, olhe lá, um casal só.
Vovó sem voz, careta
E o que diz. "A coisa está preta"
Que mudança, que dó!
Casa - se livremente, do jeito que quer
Por amor, por dinheiro
Ou, às vezes, basta um companheiro.
Escola, pouco ensina
O celular tem poder maior.
Aprende-se em qualquer lugar
Em qualquer tempo, com ou sem professor
Na tela de um computador.
Esta máquina digital
Já existe no mato, na cidade grande
Onde for.
A mulher vai indo
Caminhando, se transformando.
É dona de seu nariz.
Ainda é pouco
No volante, na aeronáutica, na medicina...
Na televisão, em toda dimensão
Lá está ela, anjo de Deus, dá conta de sua missão.
É mãe, é esposa, é rainha do lar
Trabalha fora e tem amor pra dar.
E o futuro a espera
Para um mundo melhor.
Nos braços das mulheres, reinam
Amor, força e transformação
Ideias de liberdade, inteligência que gera do coração.
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