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SENTIR SENTINDO, OU ASSISTINDO?

  • Foto do escritor: RUBIA ARCE Admin Blog
    RUBIA ARCE Admin Blog
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Olhos que enxergam pouco. Um pouco tão insuficiente que reflete desgosto. (Des)gostar. Perder o gosto a cada passo. 


Partes de nós que compõem quem somos entrelaçam-se para tornar real a escrita da nossa canção. Cérebro, mente e consciência trabalhando juntos para tornar possível o nosso existir. Mas, não um existir pequeno, ou mediano, simplesmente o melhor que possamos construir. 


Intrigante, penso eu, é escolher caminhar sobre os vazios que temos e deixar que eles nos preencham. E quando permitimos, eles preenchem cada espaço, é quando nos tornamos cheios de vazios. Seguimos bailando ao som das incontáveis justificativas que encontramos para nos mantermos nesse lugar onde nada faz sentido, onde tudo está errado, menos nós mesmos ou as nossas escolhas.


Pensando na natureza como algo incrível, olho através do espelho das angústias e enxergo uma beleza única na harmonia que se desenvolve tão natural - ela age de forma compensatória. A disfunção que outrora desencadearia o caos, encontra do outro lado uma potência antes não notada, não gerenciada e por isso, esquecida. 


Observo meu pai ir perdendo a visão gradativamente, nos últimos anos, enquanto sua audição melhora significativamente - na mesma proporção - e compreendo ser o equilíbrio uma regra implícita maravilhosa. Quando falta de um lado, o outro se desenvolve para suprir. O que se aplica, acredito, a todas as outras coisas. Isso me leva a pensar que a potência que nasce em contraponto a uma disfunção é onde encontramos, ou deveríamos ancorar o nosso ponto de partida para a vida. É nessa potência que podemos descobrir no que seremos melhores se investirmos tempo e esforços nisso. Ah, se fôssemos capazes de dar aos nossos valores a mesma importância que damos às nossas impossibilidades, ao que nos falta! 


Gosto de assistir meus pensamentos. Nunca disse isso em voz alta. Ao me perceber pensando, vejo como uma experiência valiosa e belíssima, porque me permite tomar consciência crítica de como me sinto em cada situação. Aprendo muito sobre mim mesma nesses momentos. Inclusive, que importa muito o quão conscientes estamos da nossa própria existência e de nossas imperfeições, no que diz respeito a quem gostaríamos de nos tornar, quais papeis queremos desempenhar e quais queremos deixar para trás. As escolhas que fazemos, e o impacto delas no eu, no outro, no todo. 


O Professor Clóvis de Barros Filho disse algo que me fez refletir sobre como pode ser simples ter uma vida que vale a pena ser vivida. 


“Deseje demais o que te faz falta, consiga se alegrar com o que você tem e, de quebra, faça com que as pessoas em volta vivam menos tristemente.” 


Não é preciso assistir aos seus pensamentos para saber como anda você por dentro. Talvez, observar com carinho como a vida se manifesta ao seu redor seja uma boa opção. A verdade que te habita transborda e acaba afetando tudo que você toca. Aqui, não digo sobre construir uma vida perfeita, mas uma vida em que consigamos florescer mesmo em meio à imperfeição. 


Que a vida seja gentil com você. 

Forte abraço! 

Até breve.






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4 comentários

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há 15 horas
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Respondendo ao título.

Sentir sentindo acredito ser a forma pela qual,realmente, nos aproximamos da nossa verdade, porque assistir é vago - há uma distância entre meus olhos e o que vejo, num contexto onde tudo está externo e, dentro, está vazio. Entende?

Namastê!

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RUBIA ARCE Admin Blog
RUBIA ARCE Admin Blog
há 3 horas
Respondendo a

A experiência do sentir é subjetiva, querida Beth, é isso é um detalhe fundamental porque torna tudo mais bonito.🌻

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Jefferson Lima
Jefferson Lima
há um dia
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Um belo texto para fechar o mês! Gratidão pela vida, menos ansiedade pelo que virá e que as 'vozes da nossa cabeça' não se tornem um barulho que nos paralise! Abraços, Rúbia!

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RUBIA ARCE Admin Blog
RUBIA ARCE Admin Blog
há 21 horas
Respondendo a

Obrigada, Jefferson!🌻

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