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BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO II: PROBLEMA INDIVIDUAL OU ORGANIZACIONAL?
Quando o desempenho substitui o sentido Quando escrevi o primeiro texto, no mês passado, não pensei em fazer uma série, mas acho que o tema realmente não se esgota facilmente, então sigamos. No primeiro texto, refletimos sobre como o trabalho passou a ocupar um lugar central na constituição da identidade humana. Vimos que, ao longo da modernidade, ele deixou de ser apenas uma atividade destinada à sobrevivência para tornar-se um dos principais espaços de construção de sentido

TEREZINHA ARAÚJO


É O CHEIRO!
“Sei que a vida vale a pena... mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena...” (Ferreira Gullar) Dia desses, li a crônica Velhos Cocheiros, escrita por João do Rio, em 1908. O narrador-personagem fala sobre uma conversa que teria travado com um velho cocheiro, que fazia ponto no antigo Largo do Paço, no Rio de Janeiro, e que já estava havia vinte anos na profissão. O Braga — esse era o nome do cocheiro — falava com saudosismo dos tempos da Monarquia, das pessoas importan

JEFFERSON LIMA


EU SÓ EXISTO NO OLHAR DO OUTRO!!!???
“A gente só existe no olhar do outro” É o título do livro de Ana Suy e Christian Dunker (2025), e sendo um texto psicanalítico me chamou a atenção, comprei... mas antes de ler quero refletir com vocês sobre essa chamada, será que só existo no olhar do outro? O que isso significa? A frase “a gente só existe no olhar do outro” parece simples, mas toca algo profundamente humano. Na psicanálise de Jacques Lacan, por exemplo, o sujeito se constitui a partir do olhar e da linguage

TEREZINHA ARAÚJO


A ARTE DO ENCONTRO EM TEMPOS DE SOLIDÃO
Dizem que a vida é a arte do encontro. Mas, nos últimos tempos, essa arte parece ter se tornado um idioma estrangeiro, daqueles que entendemos de ouvir falar, mas não conhecemos de fato. Somos seres de relacionamento, feitos de pele, história e desejo e, ainda assim, convivemos com uma estranha dificuldade: a de permanecer perto, de encontrar um amor que não se perca no caminho, de sustentar a presença do outro sem nos sentirmos ameaçados ou insuficientes. Vivemos cercados de

TEREZINHA ARAÚJO
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