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LUGAR ESCURO
Eis que, vez ou outra, a vida resolve abalar nossas estruturas. Ela bate forte, impiedosa. Escancara nossos medos, Desafia nossa fé. Desencadeia uma série de desventuras que nos impossibilita de agir. Expõe nossas fragilidades e esfrega em nossa face a insignificância que outrora insistimos em ignorar. Ela sacode com vontade. Até que nada mais esteja de pé. Tentamos segurar de um lado e de outro Sem perceber que, aos poucos, a esperança se esvai. Se alimenta de cada gota d


QUAL É O NOSSO GRITO DE HOJE: RELAÇÕES DE TRABALHO E A GREVE DOS PROFESSORES
Nos últimos meses, falamos aqui sobre o burnout em suas diferentes vertentes, sobre o sofrimento que pode surgir, quando as exigências do trabalho ultrapassam os recursos que o trabalhador dispõe para enfrentá-las. Mas a vida continua. A vida laboral segue. E, com ela, seguem também os encontros, desencontros, expectativas, frustrações e conflitos que fazem parte das relações humanas e das relações de trabalho. É nesse contexto que gostaria de trazer uma questão que hoje está


BOY SOBER: MOVIMENTO SOCIAL DE MULHERES HÉTEROS E O COMPORTAMENTO AFETIVO OBSERVADO NA ATUALIDADE
O que esse movimento social de mulheres héteros sinaliza sobre o comportamento afetivo observado na atualidade? Vocês já ouviram falar no movimento Boy Sober? Confesso que não o conhecia e que de cara já esbarrei na dificuldade de compreender o termo devido ao desconfortável emprego de um estrangeirismo forçado - mas isso fica para uma outra discussão linguística que não vou ter aqui e agora. Na esteira das minhas curiosas pesquisas e leituras sobre relacionamentos conheci es


BURNOUT E A SUBJETIVIDADE: POR QUE ALGUMAS PESSOAS ADOECEM E OUTRAS NÃO?
Nos dois primeiros textos desta série, refletimos sobre a centralidade do trabalho na vida contemporânea e sobre como as transformações do mundo do trabalho têm favorecido o crescimento do burnout. Vimos que a intensificação das demandas, a hiperconectividade, a cultura da alta performance e a dificuldade de estabelecer limites criam um cenário propício ao sofrimento psíquico. Entretanto, uma pergunta permanece: por que, em uma mesma organização, sob as mesmas metas, com o me


AZUL ATEMPORAL
“Para além da vida inteira / Já que o homem não é ilha / Toda terra é sem fronteira.” Visto Piso Sinto E respiro Azul Atemporal Reinvenção da minha voz Fugindo de uma conexão bem confusa: Todas as mulheres são princesas E todos os homens são príncipes... Para além de tudo isso Sou Leoa Azul! Já vivi na Idade da Pedra Já vivi na Era Medieval Já pertenci à Era dos Templários Já habitei corpo masculino feminino Já nasci em todos os Continentes… E no AGORA sou aquariana O mês


SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V
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