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QUE BRASIL ESTAMOS CONSTRUINDO?
Entre as decisões do presente e a responsabilidade pelo futuro. Há sentimentos que nos inquietam porque revelam o quanto nos importamos. A eleição presidencial terminou, as urnas expressaram a escolha dos eleitores e o país inicia mais uma etapa de sua história política. Mas uma inquietação permanece: que Brasil estamos construindo enquanto nossas energias parecem tão concentradas nas disputas do presente? Não escrevo para defender partidos, celebrar vitórias, lamentar derrot


IMPROVÁVEL
Quanta beleza há no improvável! Aquilo que nasce onde não se espera E se constrói a despeito de tudo que existe e resiste. Como uma flor que nasce na rachadura do asfalto desconsidera o seu entorno, Assim se prova um potencial impensado, e desconstrói o imaginado. Não há planejamento, Abstém-se da previsibilidade, Ignora o caos preexistente. E, ainda assim, encontra o caminho de crescer. Se desenvolve sem o pudor dos previsíveis. Elege a força necessária para atingir o


AMOR É AMOR
Um olhar sobre a lesbianidade e o impacto da heterossexualidade compulsória e da homofobia internalizada na constituição do sentir. Tenho dedicado especial atenção nas minhas últimas contribuições nesta coluna à temática de relacionamentos, sobretudo aos românticos. Passei pelas linguagens do amor, trazendo à tona as múltiplas maneiras de demonstração de afeto que se delineiam nas interações humanas; falei um pouco sobre os tipos de apego adquiridos na primeira infância e de


INTERFACE
Quero que você seja o que não fui, o que não sou… Quero que você faça o que não fiz. Quero que você supere o que não superei. Quero que você queira o meu querer. Que você abasteça o que, quiçá sei dizer. Quero que você faça, desvende, crie… quero que você supere. Eu só quero. Nesse querer, me escondo, me acomodo… justifico, paraliso. Idealismo!! Profundo abismo. Projeto em você os meus anseios, projeto em você o que não consegui ser! E se você não atender, deixou de merecer.


FOLHAS DE PAPEL EM BRANCO
Um escritor, desses que escreve primeiro com a cabeça, abriu a gaveta de sua escrivaninha para pegar uma folha de papel, um rascunho. Fez uma cara feia! Feia, talvez não. Arregalou os olhos, franziu as rugas da testa, e em um monólogo solitário, se expressou surpreso. - Será quem colocou essas folhas de papel aqui? - Quem colocou não importa. Importa é esse material fascinante, novinho e de que tanto preciso agora. E sorriu de satisfação. O material seria o par confidencial d


TÃO PERTO. TÃO LONGE.
Eu fui para San Diego com um propósito muito claro: estudar inglês. Fazer um programa de imersão em uma faculdade americana que recebe estrangeiros que querem aprimorar o inglês. Aos 67 anos, decidi voltar para a sala de aula, enfrentar minhas barreiras com a língua e me permitir viver uma experiência que exigia investimento, disposição e, principalmente, coragem para sair da minha zona de conforto. Não fui fazer turismo. Fui estudar. Fui aprender. Fui me desafiar. Enfrentar
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