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SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V

RUBIA ARCE Admin Blog


É O CHEIRO!
“Sei que a vida vale a pena... mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena...” (Ferreira Gullar) Dia desses, li a crônica Velhos Cocheiros, escrita por João do Rio, em 1908. O narrador-personagem fala sobre uma conversa que teria travado com um velho cocheiro, que fazia ponto no antigo Largo do Paço, no Rio de Janeiro, e que já estava havia vinte anos na profissão. O Braga — esse era o nome do cocheiro — falava com saudosismo dos tempos da Monarquia, das pessoas importan

JEFFERSON LIMA


O BALIZADO
Um homem balconista me foi apresentado num jantar de encontro com amigos, aqueles em que a gastronomia é deliciosa, o riso é solto e as narrativas se aconchegam numa gostosa sintonia. Ele me foi apresentado ao escutar uma conversa sobre um episódio que envolvia ele, uma garota e o seu namorado e,na versão de quem contava, a garota, frente à situação, se manifestou sem alarde, respondendo para o namorado: COMO ASSIM?! Você perdeu a noção?! E, em meio àquela conversa animad

BETH BRETAS


POR SER AMOR…
“Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, o amor revela-se Por ser amor, invade e fim.” (Pétala - Djavan) Não é por acaso que inicio este texto com os lindos versos de Pétala. Hoje é véspera do Dia dos Namorados, e Djavan foi a principal trilha do meu namoro com a encantadora morena que, há mais de vinte anos, completa o sentido dos meus dias. Não quero me apegar ao fato de que as datas comemorativas são meramente comerciais, criadas para movimentar o comércio

JEFFERSON LIMA


ROTA DOS SONHOS: DE MENINA À MULHER, O PERCURSO DA RUPTURA
Estamos no mês de maio. Mês emblemático porque mexe com dois temas que interferem no imaginário social: a maternidade e o casamento. Mas, o que tais datas suscitam em nós? Vamos conversar um pouco sobre esses temas? É muito comum meninas crescerem sonhando em se casarem e serem mães. A própria estrutura social já molda as meninas para isso, fazendo uma diferenciação dos brinquedos, por exemplo. Meninas ganham bonecas, jogos de chá, fogãozinho, geladeira e meninos ganham carri

MICHELLE MKO


O MAPA OU O TERRENO?
Estou novamente aniversariando, num AGORA - entre tantas viagens pelo mundo e pelo meu interior - valorizando os pequenos gestos como algo libertador, dentro de uma entrega que se limita a curtir as descobertas, sem questionar o valor, porque já passou a fase em que ser um grande homem significava lutar por grandes causas e as possibilidades eram vistas como erros: Aguarde outra oportunidade... Espere se recuperar... Procure esque cer... Santiago/Espanha/ 2022 Os entendim

BETH BRETAS
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