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RIOZINHOS DE MINHAS MÃOS
Aperto profundamente meu punho Navego pelos latejos Pelas águas vermelhas que são. Que correm dentro, latejam fora Nos leitos de minhas mãos. Estou viva Vivinha da silva. Trazem em suas correntezas Oxigênio dos pulmões Nutrientes de tecidos diversos. Mantém minhas mãos vivas Meus dedos flácidos Para eu escrever versos. Estou viva Vivinha da silva. Sangue é água, sangue é vida Sangue é arte pura, a cara da paixão e do amor Feita com sabedoria divina na criação do Salvador. Es

MARIA ANÉSIA


O SILÊNCIO QUE ILUMINA: ENTRE A ESPERA E A ESPERANÇA
Vivemos em um mundo que parece ter pavor do vácuo. Se há um minuto de silêncio, nós o preenchemos com o brilho azulado das telas; se há um espaço vazio na agenda, nós o ocupamos com uma produtividade que beira a exaustão. Na contemporaneidade, o ruído não é apenas sonoro, ele se tornou uma condição existencial, uma tentativa desesperada de provar que estamos vivas através da agitação. No entanto, hoje é dia 04 de abril, o Sábado de Aleluia, e o calendário da fé nos impõe uma

CARLA KIRILOS


O OLHAR NO HORIZONTE
Eles são seis E eu quase nem acredito. Seis marcas no tempo Seis voltas completas. Honro cada momento Honro cada detalhe E cada aprendizado. Honro as mãos que segurei Os abraços sinceros que dei As conversas honestas que tive As inúmeras palavras que escrevi. Celebro as pessoas As presenças Os chegares e os partires Celebro a canção de amor que ouço no coração cada vez que penso no Bendita Existência. Aqui do meu lugar, comemoro as memórias que só eu tenho. Me aplaudo em silê

RUBIA ARCE Admin Blog
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