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É O CHEIRO!
“Sei que a vida vale a pena... mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena...” (Ferreira Gullar) Dia desses, li a crônica Velhos Cocheiros, escrita por João do Rio, em 1908. O narrador-personagem fala sobre uma conversa que teria travado com um velho cocheiro, que fazia ponto no antigo Largo do Paço, no Rio de Janeiro, e que já estava havia vinte anos na profissão. O Braga — esse era o nome do cocheiro — falava com saudosismo dos tempos da Monarquia, das pessoas importan

JEFFERSON LIMA


O BANQUETE DOS ELEITOS
Este texto procura construir uma análise filosófico-religiosa sobre aqueles que nasceram e cresceram como todo mundo, mas, de repente, quando os que lhes eram próximos esperavam acontecimentos comuns, idênticos aos da maioria, surpreendentemente, abandonaram tais expectativas e se colocaram diante das injustiças humanas presentes no universo. Desprezaram o individualismo, abraçaram a alteridade e partiram em missão para fazer o bem, com o objetivo de edificar um mundo melhor,

JOSÉ FRANÇA


A MAIS BELA SUBJETIVIDADE
Faz-se necessário, antes, trazer a definição para esta palavra tão linda e de tão caro significado. A Subjetividade pode ser definida como o conjunto de pensamentos, emoções, experiências e valores que compõem o mundo interno de um indivíduo. Ela representa a maneira particular, única e pessoal como cada pessoa percebe, interpreta e atribui sentido à realidade ao seu redor. Gosto de visualizar a existência de cada um, tecida em retalhos como uma imensa e maravilhosa colcha.

RUBIA ARCE Admin Blog


TREM DA SAUDADE
Fonte: https://trindadego.com.br/santuario-basilica-do-divino-pai-eterno/ - Vai pra lá, Trem. Inicial maiúscula porque se refere à gente viva. - Por favor, pegue esse trem aí para mim. E trem é tudo que dá significado à existência humana. Fácil de ser usado, brasileiro viaja e gosta. Lá ia um trem. Não era Maria Fumaça, era o Trem da Alegria. Um vagão só, abarrotado de sorrisos, gritos, uma energia contagiante gerada da emoção ao passar pelos trilhos de estações desconhecidas

MARIA ANÉSIA


O ENCANTAMENTO QUE SE FOI
Junho chegou com suas bandeiras coloridas, seus fogos, sua promessa de calor mesmo no inverno. E, este ano, chegou também com a Copa do Mundo. Como se o país precisasse de mais uma razão para dançar — ou talvez apenas fingir que ainda dança. Durante décadas, a Copa foi quase um estado emocional do brasileiro. As ruas eram pintadas, escolas mudavam horários, repartições paravam, famílias se reuniam diante da televisão, desconhecidos se abraçavam nas esquinas após um gol e até

CARLA KIRILOS


SERES TEMPORAIS
“A existência é um arco temporal não é a presença.” Neste momento, a existência é compreendida como um transitar temporal e eu existo no AGORA, mergulhada no contexto em que as pessoas deixam de ser presença e continuam existindo no interior das memórias. Espaço da validação do AGORA, onde, entre paredes de vidro, em plena tarde plena, saboreando sorvete, observo veículos e pessoas circulando lá fora, ao mesmo tempo em que percorro o caminho por entre presenças invisíveis

BETH BRETAS
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