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ESCRITORES INVENTORES

  • Foto do escritor: ILMA PEREIRA
    ILMA PEREIRA
  • há 4 minutos
  • 3 min de leitura

Fofocas literárias… mas edificantes.

Olá, sou Ilma Pereira e aqui me dedico à fofocas literárias, mas que só lhe farão bem. 



Quando pensamos em escritores, famosos, com milhões de livros vendidos, sempre os imaginamos tranquilos, com a única preocupação de escrever suas histórias. 


Hoje quero contar para você que muitos autores não se dedicaram só a escrever. Não. Eles usavam seus tempos ociosos para pensar e criar várias coisas que até hoje impactam o nosso dia a dia.  


Não acredita? Vamos lá então. 


Comecemos com Franz Kafka, autor dos famosos “A metamorfose”, “O processo”,  “O castelo”, dentre outros. Kafka  era comumente insultado de inseto pelo seu pai que o queria  mais dinâmico, mais forte. Ele bem que tentou. Aluno exemplar, conquistou o diploma de advogado, mas o pequeno Franz descobriu que seu único meio de libertação seria por meio da leitura e da escrita  — atividades que seu pai considerava triviais e sem valor. Um fiasco como advogado, ele trabalhou com  seguros e dizem que  era muito compassivo com os necessitados que se machucavam, tropeçavam, enfim. 


Daí ele criou o capacete. 


Então sempre que você passar por uma obra, ou se tiver algum dos seus lá trabalhando,  pode agradecer a Kafka essa invenção.


Quem também não só escrevia, mas vivia imaginando coisas  foi o  norte-americano,  autor de “As Aventuras de Tom Sawyer” e  “As Aventuras de Huckleberry Finn” dentre outros. Mark Twain adorava bugigangas, construí-las, comprá-las, investir nelas. Era amigo íntimo de Nikola Tesla, o engenheiro e inventor sérvio-americano, famoso por suas contribuições revolucionárias sobre a eletricidade e o motor de corrente alternada. A dupla passava bastante tempo no laboratório de Tesla, montando e remendando inovações científicas. 


Mark Twain  patenteou três invenções: uma tira de colete autoajustado, um livro de recordações autoadesivo para fotos e lembranças e um jogo de memória histórica. 


Das três, apenas o álbum  de fotos e recordações lhe rendeu algum dinheiro. 


Twain também foi um dos pioneiros a investir e  adotar a máquina de escrever. Passou à história literária como sendo a primeira pessoa a entregar um manuscrito datilografado.


H.G. Wells,  escritor inglês autor de “A guerra dos mundos”,  “A Máquina do Tempo” — que leio no momento — dentre outros,  foi  pioneiro da ficção científica. Conhecido como um pacifista, Wells certamente adorava uma guerra, de brincadeira, é claro. Por toda sua vida,  gostou de brincar com soldadinhos, até escreveu um livro sobre o assunto “Little Wars”, publicado no limiar da Primeira Guerra Mundial, que  é considerado um guia de regras definitivas para o primeiro jogo de guerra recreativo do mundo. 


O escritor britânico criou o primeiro sistema de jogo que permitia que os jogadores utilizassem soldados de brinquedo comercialmente disponíveis como peças e  pavimentou o caminho diretamente para jogos de estratégia de tabuleiro como War, RPG, dentre outros.


Mas então como é que Wells conciliava seu pacifismo convicto com sua paixão por brincar de guerra?  Ele afirmava que isso o tornava ainda mais pacifista, porque quando comparado com generais de verdade, ele os achava bufões incompetentes.No encerramento de Little Wars, ele escreveu que se as pessoas — especialmente os líderes políticos — jogassem mais "Pequenas Guerras" no chão de suas salas com bonecos de brinquedo, perceberiam como a guerra real é destrutiva, estúpida e cruel, preferindo deixar os conflitos apenas no campo dos jogos. 

 

Com isso, demonstrava o seu temor de que sua terra, a Grã-Bretanha, entrasse em batalhas reais. Na Primeira Grande Guerra, a Grã-Bretanha perdeu 900 mil homens, provando que ele estava certo. No entanto, com esse início devastador,  o próprio autor acabou se distanciando um pouco do hobby que ajudou a criar.


Seja para proteger, ajudar ou distrair, as invenções destes escritores ainda nos são muito úteis.


Esse assunto me fez pensar: o que eu poderia inventar e deixar para as próximas gerações?


Você já pensou nisso? Do que você gostaria de ser o inventor? Ou ainda, qual foi, na sua opinião, a melhor invenção até hoje?

 

Deixe nos comentários, vou gostar de saber.







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