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O INVISÍVEL QUE NOS CONDUZ

  • Foto do escritor: ELIANE SOUZA
    ELIANE SOUZA
  • 23 de fev.
  • 1 min de leitura

Há movimentos que não se mostram aos olhos, mas ainda assim orientam nossas escolhas, atravessam nossas relações e desenham, em silêncio, os caminhos da nossa vida. Eles nascem daquilo que veio antes de nós, da história, da família, dos laços que nos constituem. Por isso, muitas vezes, o que chamamos de bloqueio ou repetição não é erro nem fraqueza, mas um gesto de amor inconsciente, a fidelidade a um sistema ao qual pertencemos.


Na visão sistêmica, cada pessoa carrega um lugar único. E ao reconhecer esse lugar, os recursos para seguir na vida encontram passagem. Quando não é, surgem conflitos sem nome, culpas que pesam sem explicação, movimentos de autossabotagem e relações que insistem em não avançar. A alma, então, tenta restaurar a ordem, mesmo que, para isso, precise atravessar a dor.


Esta coluna nasce como um espaço de escuta e consciência. Um convite a olhar para o passado com respeito, a reconhecer as forças invisíveis que nos conduzem e a permitir novos movimentos, mais maduros, mais verdadeiros, mais a favor da vida. Aqui, não se trata de apagar a história, mas de integrá-la, honrá-la e seguir adiante com presença e responsabilidade.


Que cada leitura seja um retorno suave ao seu lugar.

E que, a partir dele, a vida possa, enfim, seguir em movimento.


Com presença,







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10 comentários

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José França
13 de mar.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Amei seu texto. Penso ser muito importante valorizar esta invisibilidade histórica daqueles que estiveram aqui antes de nós. Acho bonito cantores e cantoras do nordeste falar da importância de Luís Gonzaga, Jackson do pandeiro e Marinês. Na música sertaneja vejo muito este respeito, pois os novos citam sempre Castinha e Inhana, Tião Carreiro e Pardinho, João Mineiro e Marciano, Tonico e Tinoco e outros. Eles estão invisíveis mas inspiram o momento das gerações para o Futuro.

Parabéns pelo texto.

Um abraço.

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Eliane Souza
Eliane Souza
27 de mar.
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Que bonito o seu olhar e que riqueza essa forma de reconhecer quem veio antes.

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Michelle MKO
06 de mar.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Muito bom! Somos uma refração dos nossos antepassados e inconscientemente reverberamos em alguma medida os ganhos e também os traumas geracionais. Conexões ancestrais...

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Eliane Souza
Eliane Souza
27 de mar.
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Que profundidade no seu olhar… é exatamente isso: carregamos ecos que vão além de nós. Tornar isso consciente já é um passo de transformação. Obrigada pela partilha tão sensível!

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Convidado:
05 de mar.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

História boa é aquela bem vivida e que pode ser bem contada. Vamos a elas! Feliz estréia e bem vinda ao Blog. Beijocas, Carla Kirilos

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Eliane Souza
Eliane Souza
27 de mar.
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Que lindo isso, Carla! Que venham muitas histórias vividas e sentidas de verdade. Obrigada pelo carinho na chegada fico muito feliz em estar aqui! Beijocas 💛

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Jefferson Lima
Jefferson Lima
24 de fev.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Feliz estreia, Eliane! O autoconhecimento já me trouxe percepções incríveis - nem sempre suaves, mas, com certeza, mui valorosas. Que cada leitura, cada escrita, seja para o nosso crescimento. Seja muito bem-vinda!

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Convidado:
24 de fev.
Respondendo a

Que bonito, Jefferson! O autoconhecimento tem dessas, nem sempre é doce, mas nunca é vazio. Fico feliz que minha estreia tenha encontrado eco em palavras tão verdadeiras. Que cada texto seja um convite ao olhar para dentro. Obrigada pela acolhida!

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Convidado:
24 de fev.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Quantas seculares histórias carrego em mim?Em quantos eus já existi?Qual deles é a minha origem? Não sei responder, mas sei que todos fazem parte do meu agora e devo honrá-los como capítulos da minha história.

Adorei!

Namastê!

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Eliane
24 de fev.
Respondendo a

Essa pergunta sobre quantos eus habitam a gente.... fiquei com ela ecoando. Talvez a resposta seja menos importante que a delicadeza de acolher cada um. Obrigada por essa troca tão bonita.

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