O INVISÍVEL QUE NOS CONDUZ
- ELIANE SOUZA

- 23 de fev.
- 1 min de leitura

Há movimentos que não se mostram aos olhos, mas ainda assim orientam nossas escolhas, atravessam nossas relações e desenham, em silêncio, os caminhos da nossa vida. Eles nascem daquilo que veio antes de nós, da história, da família, dos laços que nos constituem. Por isso, muitas vezes, o que chamamos de bloqueio ou repetição não é erro nem fraqueza, mas um gesto de amor inconsciente, a fidelidade a um sistema ao qual pertencemos.
Na visão sistêmica, cada pessoa carrega um lugar único. E ao reconhecer esse lugar, os recursos para seguir na vida encontram passagem. Quando não é, surgem conflitos sem nome, culpas que pesam sem explicação, movimentos de autossabotagem e relações que insistem em não avançar. A alma, então, tenta restaurar a ordem, mesmo que, para isso, precise atravessar a dor.
Esta coluna nasce como um espaço de escuta e consciência. Um convite a olhar para o passado com respeito, a reconhecer as forças invisíveis que nos conduzem e a permitir novos movimentos, mais maduros, mais verdadeiros, mais a favor da vida. Aqui, não se trata de apagar a história, mas de integrá-la, honrá-la e seguir adiante com presença e responsabilidade.
Que cada leitura seja um retorno suave ao seu lugar.
E que, a partir dele, a vida possa, enfim, seguir em movimento.
Com presença,
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Amei seu texto. Penso ser muito importante valorizar esta invisibilidade histórica daqueles que estiveram aqui antes de nós. Acho bonito cantores e cantoras do nordeste falar da importância de Luís Gonzaga, Jackson do pandeiro e Marinês. Na música sertaneja vejo muito este respeito, pois os novos citam sempre Castinha e Inhana, Tião Carreiro e Pardinho, João Mineiro e Marciano, Tonico e Tinoco e outros. Eles estão invisíveis mas inspiram o momento das gerações para o Futuro.
Parabéns pelo texto.
Um abraço.
Muito bom! Somos uma refração dos nossos antepassados e inconscientemente reverberamos em alguma medida os ganhos e também os traumas geracionais. Conexões ancestrais...
História boa é aquela bem vivida e que pode ser bem contada. Vamos a elas! Feliz estréia e bem vinda ao Blog. Beijocas, Carla Kirilos
Feliz estreia, Eliane! O autoconhecimento já me trouxe percepções incríveis - nem sempre suaves, mas, com certeza, mui valorosas. Que cada leitura, cada escrita, seja para o nosso crescimento. Seja muito bem-vinda!
Quantas seculares histórias carrego em mim?Em quantos eus já existi?Qual deles é a minha origem? Não sei responder, mas sei que todos fazem parte do meu agora e devo honrá-los como capítulos da minha história.
Adorei!
Namastê!