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É O CHEIRO!
“Sei que a vida vale a pena... mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena...” (Ferreira Gullar) Dia desses, li a crônica Velhos Cocheiros, escrita por João do Rio, em 1908. O narrador-personagem fala sobre uma conversa que teria travado com um velho cocheiro, que fazia ponto no antigo Largo do Paço, no Rio de Janeiro, e que já estava havia vinte anos na profissão. O Braga — esse era o nome do cocheiro — falava com saudosismo dos tempos da Monarquia, das pessoas importan

JEFFERSON LIMA


O BANQUETE DOS ELEITOS
Este texto procura construir uma análise filosófico-religiosa sobre aqueles que nasceram e cresceram como todo mundo, mas, de repente, quando os que lhes eram próximos esperavam acontecimentos comuns, idênticos aos da maioria, surpreendentemente, abandonaram tais expectativas e se colocaram diante das injustiças humanas presentes no universo. Desprezaram o individualismo, abraçaram a alteridade e partiram em missão para fazer o bem, com o objetivo de edificar um mundo melhor,

JOSÉ FRANÇA


SERES TEMPORAIS
“A existência é um arco temporal não é a presença.” Neste momento, a existência é compreendida como um transitar temporal e eu existo no AGORA, mergulhada no contexto em que as pessoas deixam de ser presença e continuam existindo no interior das memórias. Espaço da validação do AGORA, onde, entre paredes de vidro, em plena tarde plena, saboreando sorvete, observo veículos e pessoas circulando lá fora, ao mesmo tempo em que percorro o caminho por entre presenças invisíveis

BETH BRETAS


O SILÊNCIO QUE ILUMINA: ENTRE A ESPERA E A ESPERANÇA
Vivemos em um mundo que parece ter pavor do vácuo. Se há um minuto de silêncio, nós o preenchemos com o brilho azulado das telas; se há um espaço vazio na agenda, nós o ocupamos com uma produtividade que beira a exaustão. Na contemporaneidade, o ruído não é apenas sonoro, ele se tornou uma condição existencial, uma tentativa desesperada de provar que estamos vivas através da agitação. No entanto, hoje é dia 04 de abril, o Sábado de Aleluia, e o calendário da fé nos impõe uma

CARLA KIRILOS
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