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ONDE ESTARÁ?
Os pensamentos gritam tão alto que fica difícil ignorar. Existe algo que agrega sentido e faz tudo valer a pena. E varia de pessoa para pessoa. Uma energia que faz tuas pernas levantarem o corpo, toda manhã. O que faz o coração aquecer e o olhar brilhar. O que vai significar esperança de existir um amanhã. Aquilo que faz superar. Que molda caminhos. E faz acreditar no impossível. Que transcende o caos. Traz movimento, busca, desprendimento. Justifica esforços Modela comporta

RUBIA ARCE Admin Blog


MITO
Daqui, por vezes, fico a indagar o que um mito vem nos apresentar. E vale pensar, vale observar… Vale avaliar… Vale ressaltar que o mito apresenta pessoas, ele diz sobre escolhas, ele revela. Parece até novela… Nem sei se podemos chamar de mito, mas algumas personalidades têm revelado muito sobre a sociedade. O agir, o pensar, o relacionar. Estamos buscando referências onde? Como? Nossa procura diz sobre nós. Escolhemos aquilo com o que nos identificamos. Eis aí uma boa quest

JUNIA CARVALHO


DEPOIS DO ALMOÇO
Ela pousa o copo na mesa, o som se espalhou por toda a sala, deu um longo suspiro de satisfação. Comera toda a refeição, era uma vitória. - Parabéns! Não deixou nem um grão. O moço na outra ponta da mesa sorria, mas ela não compreendia o motivo de tal alegria. - Você merece uma sobremesa. – Ele disse enquanto recolhia os pratos. - Não quero comer mais nada. – Ela disse com voz firme. - Mas tem aquela rapadura que a senhora ama. - Detesto rapadura. O moço levava os pratos

ANA BEATRIZ


MANEIRAS DE AMAR: COMO OS TIPOS DE APEGO GERADOS NA INFÂNCIA IMPACTAM OS RELACIONAMENTOS ADULTOS
No mês passado, tratei sobre as linguagens do amor. Este mês vou dar prosseguimento à temática relacional sob outra perspectiva: a dos tipos de apego. Para isso, vou me basear na recente leitura, ou melhor, escuta, do livro Maneiras de amar, escrito por Amir Levine e Rachel Heller. A obra trata sobre a forma como lidamos com o amor e traz pistas de como tratamos o medo, a proximidade, a intimidade e a dependência, entre outros comportamentos. Vou expandir minha discussão com

MICHELLE MKO


PEDALE, QUE EU SEGURO
Ele tinha quatro anos e as pernas mal alcançavam os pedais. Eu segurava o banco da bicicleta com as duas mãos, e ele, desconfiado do próprio equilíbrio, olhava para trás a cada duas pedaladas, como quem conferia se eu ainda estava ali. — Pedale e olhe para frente — eu dizia. — Eu estou aqui. Eu seguro. Ele pedalava mais um pouco. Olhava para trás. Eu continuava ali. Talvez ele não soubesse, naquela época, que eu não segurava apenas o banco da bicicleta. Segurava também o medo

CARLA KIRILOS


SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V

RUBIA ARCE Admin Blog
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