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SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V


O QUE APRENDI COM O AMOR
A primeira e, provavelmente, mais verdadeira paixão que já experimentei foi, senão, um sonho, uma esperança ocupando um lugar predestinado em minha mente e, mais perigoso ainda, no coração. Este, possui a carne mais feia, pois é verdadeiro, e a dor é a coisa mais real que existe. Paris: a representação dos sonhos. Quando pensamos que experimentamos o amor, tudo se dissolve como açúcar, tudo é irreal, mas tão verdadeiro, com as pinturas de Salvador Dali. Onde se esconde o meu


O BALIZADO
Um homem balconista me foi apresentado num jantar de encontro com amigos, aqueles em que a gastronomia é deliciosa, o riso é solto e as narrativas se aconchegam numa gostosa sintonia. Ele me foi apresentado ao escutar uma conversa sobre um episódio que envolvia ele, uma garota e o seu namorado e,na versão de quem contava, a garota, frente à situação, se manifestou sem alarde, respondendo para o namorado: COMO ASSIM?! Você perdeu a noção?! E, em meio àquela conversa animad


AMOR SEGUNDO DARWIN
Era apenas uma garotinha, de cadarço desamarrado, mãos que tremiam sem razão e tossindo numa ânsia absurda. Uma garota num mar de insignificância que é a vida juvenil, como se as coisas estivessem esperando o momento exato de desabrocharem. Tudo era espera, afinal. O jeito como as palavras se enroscavam no momento da fala, gaguejando e trocando sílabas. Aprendera a falar, mas não a dizer. Olhava as pessoas com uma curiosidade ímpar. Colocava-as em seu caleidoscópio, busca


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO
Na próxima semana farei uma palestra sobre Burnout e estudando e pesquisando mais sobre o tema, me deparei com dados atuais alarmantes. A relação do homem com o trabalho em nossos dias está cada dia mais adoecida. Nas sociedades antigas e medievais, a identidade das pessoas era construída a partir da família, da religião, da comunidade ou da posição social. O trabalho existia, mas não ocupava necessariamente o centro da vida subjetiva. A centralidade do trabalho começa a se


POR SER AMOR…
“Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, o amor revela-se Por ser amor, invade e fim.” (Pétala - Djavan) Não é por acaso que inicio este texto com os lindos versos de Pétala. Hoje é véspera do Dia dos Namorados, e Djavan foi a principal trilha do meu namoro com a encantadora morena que, há mais de vinte anos, completa o sentido dos meus dias. Não quero me apegar ao fato de que as datas comemorativas são meramente comerciais, criadas para movimentar o comércio
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