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LUGAR ESCURO
Eis que, vez ou outra, a vida resolve abalar nossas estruturas. Ela bate forte, impiedosa. Escancara nossos medos, Desafia nossa fé. Desencadeia uma série de desventuras que nos impossibilita de agir. Expõe nossas fragilidades e esfrega em nossa face a insignificância que outrora insistimos em ignorar. Ela sacode com vontade. Até que nada mais esteja de pé. Tentamos segurar de um lado e de outro Sem perceber que, aos poucos, a esperança se esvai. Se alimenta de cada gota d

RUBIA ARCE Admin Blog


QUAL É O NOSSO GRITO DE HOJE: RELAÇÕES DE TRABALHO E A GREVE DOS PROFESSORES
Nos últimos meses, falamos aqui sobre o burnout em suas diferentes vertentes, sobre o sofrimento que pode surgir, quando as exigências do trabalho ultrapassam os recursos que o trabalhador dispõe para enfrentá-las. Mas a vida continua. A vida laboral segue. E, com ela, seguem também os encontros, desencontros, expectativas, frustrações e conflitos que fazem parte das relações humanas e das relações de trabalho. É nesse contexto que gostaria de trazer uma questão que hoje está

TEREZINHA ARAÚJO


SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V

RUBIA ARCE Admin Blog


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO II: PROBLEMA INDIVIDUAL OU ORGANIZACIONAL?
Quando o desempenho substitui o sentido Quando escrevi o primeiro texto, no mês passado, não pensei em fazer uma série, mas acho que o tema realmente não se esgota facilmente, então sigamos. No primeiro texto, refletimos sobre como o trabalho passou a ocupar um lugar central na constituição da identidade humana. Vimos que, ao longo da modernidade, ele deixou de ser apenas uma atividade destinada à sobrevivência para tornar-se um dos principais espaços de construção de sentido

TEREZINHA ARAÚJO


MAS, AFINAL, EXISTE UM JEITO CERTO DE AMAR?
Já pararam para pensar como as pessoas demonstram o amor de maneiras diferentes? No texto deste mês vou trazer algumas perspectivas sobre as linguagens do amor para que possamos refletir sobre como se dá a dinâmica da construção dos afetos em nossas vidas. Por Michelle MKO Acho fascinante como se processam as relações humanas. Sempre gostei de observar a maneira como as pessoas interagem umas com as outras. Para embasar minhas reflexões, trago como referência o livro “As cin

MICHELLE MKO


Sobre provas, casulos e a Páscoa
Hoje não trago uma fofoca literária. E explico por quê. Dentre as notícias que me impactaram nesse mês de março e foram muitas — guerras, chuvas pesadas, enchentes, etc. — a que mais mexeu comigo foi a do rapaz que teve a redação da Fuvest desclassificada e que virou meme na internet. Por que isso mexeu comigo? Talvez por ter acompanhado filhas e sobrinhos que passaram pelo tormento — mas necessário — do Enem, ou quem sabe porque fui professora por 32 anos e corretora do En

ILMA PEREIRA
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