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CACHORRINHO CARAMELO
Ele era presença certa, quando caminhando, passava frente à porta de um depósito de material de construção, numa esquina entre duas avenidas. Ele era um representante fiel da paz - carismático, com sua postura de lord observador. Transitasse por ele quem transitasse, permanecia sem representar perigo, mantendo a cabeça levemente erguida. Passei por ele centenas de vezes e nunca parei, só lançava meu olhar admirador. Ele sentia, olhava de soslaio e cúmplices, dentro da nossa

BETH BRETAS


MAS, AFINAL, EXISTE UM JEITO CERTO DE AMAR?
Já pararam para pensar como as pessoas demonstram o amor de maneiras diferentes? No texto deste mês vou trazer algumas perspectivas sobre as linguagens do amor para que possamos refletir sobre como se dá a dinâmica da construção dos afetos em nossas vidas. Por Michelle MKO Acho fascinante como se processam as relações humanas. Sempre gostei de observar a maneira como as pessoas interagem umas com as outras. Para embasar minhas reflexões, trago como referência o livro “As cin

MICHELLE MKO


PÁSSARO LIVRE
"Liberdade é espaço para voar" É quase uma vida, senão a vida Do Pássaro - Preto Que entoa sua melodia Em qualquer hora ou estação. Entre galhos verdes ou secos Na cidade, nas matas ou no sertão. De toda passarada Que chega, assenta E logo sai alvoroçada. Em meio à agitação do vento Asas leves disparadas. O coração pacífico do poeta, inquieta Não é em vão. Em linhas retas de sua memória Solta versos e não demora voam pássaros pelos ares, vida de mel Voam poemas nas folhas de

MARIA ANÉSIA


É O CHEIRO!
“Sei que a vida vale a pena... mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena...” (Ferreira Gullar) Dia desses, li a crônica Velhos Cocheiros, escrita por João do Rio, em 1908. O narrador-personagem fala sobre uma conversa que teria travado com um velho cocheiro, que fazia ponto no antigo Largo do Paço, no Rio de Janeiro, e que já estava havia vinte anos na profissão. O Braga — esse era o nome do cocheiro — falava com saudosismo dos tempos da Monarquia, das pessoas importan

JEFFERSON LIMA


A MAIS BELA SUBJETIVIDADE
Faz-se necessário, antes, trazer a definição para esta palavra tão linda e de tão caro significado. A Subjetividade pode ser definida como o conjunto de pensamentos, emoções, experiências e valores que compõem o mundo interno de um indivíduo. Ela representa a maneira particular, única e pessoal como cada pessoa percebe, interpreta e atribui sentido à realidade ao seu redor. Gosto de visualizar a existência de cada um, tecida em retalhos como uma imensa e maravilhosa colcha.

RUBIA ARCE Admin Blog


ROTA DOS SONHOS: DE MENINA À MULHER, O PERCURSO DA RUPTURA
Estamos no mês de maio. Mês emblemático porque mexe com dois temas que interferem no imaginário social: a maternidade e o casamento. Mas, o que tais datas suscitam em nós? Vamos conversar um pouco sobre esses temas? É muito comum meninas crescerem sonhando em se casarem e serem mães. A própria estrutura social já molda as meninas para isso, fazendo uma diferenciação dos brinquedos, por exemplo. Meninas ganham bonecas, jogos de chá, fogãozinho, geladeira e meninos ganham carri

MICHELLE MKO
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