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ROTA DOS SONHOS: DE MENINA À MULHER, O PERCURSO DA RUPTURA
Estamos no mês de maio. Mês emblemático porque mexe com dois temas que interferem no imaginário social: a maternidade e o casamento. Mas, o que tais datas suscitam em nós? Vamos conversar um pouco sobre esses temas? É muito comum meninas crescerem sonhando em se casarem e serem mães. A própria estrutura social já molda as meninas para isso, fazendo uma diferenciação dos brinquedos, por exemplo. Meninas ganham bonecas, jogos de chá, fogãozinho, geladeira e meninos ganham carri


TV
...Então eu fechei minha mochila, respirando fundo. A casa estava em completo silencio. Provavelmente passava da meia noite. Era até estranho aquela calma após a discussão que mamãe e papai tiveram: parecia meio um sonho. Lembro de estar usando um grosso casaco com capuz, porque era uma noite muito fria e eu achava que isso me tornaria irreconhecível. Com a mochila nas costas e andando na ponta dos pés, eu deixei meu quarto. Era tudo muito simples: chegar até a sala, dest


O DIVINO ENTRE NÓS
“Se alguém afirmar: ‘Eu amo a Deus’, mas odiar o seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: quem ama a Deus, ame também o seu irmão.” (I João, cap. 4 – Bíblia Sagrada) Dia desses, passeando pelos stories de uma rede social, entre fotos, vídeos, frases e sei lá mais o quê – todos destinados a uma existência efêmera de vinte e quatro horas –, tropecei em uma frase que se impregnou em mim e


O LIVRO QUE UMA AVÓ ME ENSINOU A LER
“A Menina da Cabeça Quadrada”. Foi o título de um livro infantil que me parou no meio da feira. Eu estava ali por causa da minha neta — acompanhando a apresentação dos trabalhos na feira literária da escola dela. O ambiente era cheio de vida, de cores, de crianças orgulhosas do que tinham criado. E no meio de tudo aquilo, antes mesmo de abrir o livro, aquele nome me provocou. Depois vieram as apresentações. O brilho nos olhos das crianças ao explicarem o que tinham aprendido.


UTOPIAR
“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” Eduardo Galeano O que almejamos para o mundo, para as convivências, para as existências, está sempre no campo ilógico da utopia. E tem sempre alguém para nos lembrar disso. Ao caminhar, esbarramos nas mais diversas realid


PARA TODAS AS IDADES
“Já não se vê pipas coloridas pelo ar, trazendo a esperança que as crianças voltaram do espaço, que as crianças voltaram a brincar. Já...
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