top of page

Buscar


BOY SOBER: MOVIMENTO SOCIAL DE MULHERES HÉTEROS E O COMPORTAMENTO AFETIVO OBSERVADO NA ATUALIDADE
O que esse movimento social de mulheres héteros sinaliza sobre o comportamento afetivo observado na atualidade? Vocês já ouviram falar no movimento Boy Sober? Confesso que não o conhecia e que de cara já esbarrei na dificuldade de compreender o termo devido ao desconfortável emprego de um estrangeirismo forçado - mas isso fica para uma outra discussão linguística que não vou ter aqui e agora. Na esteira das minhas curiosas pesquisas e leituras sobre relacionamentos conheci es

MICHELLE MKO


MANEIRAS DE AMAR: COMO OS TIPOS DE APEGO GERADOS NA INFÂNCIA IMPACTAM OS RELACIONAMENTOS ADULTOS
No mês passado, tratei sobre as linguagens do amor. Este mês vou dar prosseguimento à temática relacional sob outra perspectiva: a dos tipos de apego. Para isso, vou me basear na recente leitura, ou melhor, escuta, do livro Maneiras de amar, escrito por Amir Levine e Rachel Heller. A obra trata sobre a forma como lidamos com o amor e traz pistas de como tratamos o medo, a proximidade, a intimidade e a dependência, entre outros comportamentos. Vou expandir minha discussão com

MICHELLE MKO


SOBRE AS AREIAS DO MEU TEMPO
“Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial. (Rubem Alves) Estou a poucos dias de completar meus primeiros cinquenta anos! Por ser um marco na minha existência, resolvi celebrar com o lançamento de um novo livro: Para A

JEFFERSON LIMA


OS DESCONCERTOS DO MUNDO NA ARTE E NA LITERATURA E NA VIDA
UMA LEITURA DA OBRA “UM AMOR PARA RECORDAR” A literatura, desde seus primórdios, tem se dedicado a explorar o lado antitético do mundo, revelando tensões, contradições e paradoxos que permeiam a experiência humana. Não se trata de novidade: poetas e dramaturgos como Camões, Sá de Miranda e Gil Vicente, cada qual a seu modo, souberam dar voz às inquietações de sua época, ora exaltando valores, ora questionando costumes, ora desnudando a fragilidade das certezas humanas. Em su

JOSÉ FRANÇA


AGOSTO
Agosto chegou. É um mês de alegrias, pois muitas e muitas pessoas queridas fazem aniversário, como a minha filha. É o mês em que aniversario também. Mas é um mês em que tive perdas. Muitas e muitas pessoas queridas se foram muito cedo. Porém o que me salva na hora que a saudade vem para me estrangular é a literatura. Então gosto de revisitar o que disse Guimarães Rosa: "O mundo é mágico: as pessoas não morrem, ficam encantadas… a gente morre é para provar que viveu". Ficar "

ILMA PEREIRA


PEDALE, QUE EU SEGURO
Ele tinha quatro anos e as pernas mal alcançavam os pedais. Eu segurava o banco da bicicleta com as duas mãos, e ele, desconfiado do próprio equilíbrio, olhava para trás a cada duas pedaladas, como quem conferia se eu ainda estava ali. — Pedale e olhe para frente — eu dizia. — Eu estou aqui. Eu seguro. Ele pedalava mais um pouco. Olhava para trás. Eu continuava ali. Talvez ele não soubesse, naquela época, que eu não segurava apenas o banco da bicicleta. Segurava também o medo

CARLA KIRILOS
bottom of page
