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AMOR É AMOR
Um olhar sobre a lesbianidade e o impacto da heterossexualidade compulsória e da homofobia internalizada na constituição do sentir. Tenho dedicado especial atenção nas minhas últimas contribuições nesta coluna à temática de relacionamentos, sobretudo aos românticos. Passei pelas linguagens do amor, trazendo à tona as múltiplas maneiras de demonstração de afeto que se delineiam nas interações humanas; falei um pouco sobre os tipos de apego adquiridos na primeira infância e de


FOLHAS DE PAPEL EM BRANCO
Um escritor, desses que escreve primeiro com a cabeça, abriu a gaveta de sua escrivaninha para pegar uma folha de papel, um rascunho. Fez uma cara feia! Feia, talvez não. Arregalou os olhos, franziu as rugas da testa, e em um monólogo solitário, se expressou surpreso. - Será quem colocou essas folhas de papel aqui? - Quem colocou não importa. Importa é esse material fascinante, novinho e de que tanto preciso agora. E sorriu de satisfação. O material seria o par confidencial d


BOY SOBER: MOVIMENTO SOCIAL DE MULHERES HÉTEROS E O COMPORTAMENTO AFETIVO OBSERVADO NA ATUALIDADE
O que esse movimento social de mulheres héteros sinaliza sobre o comportamento afetivo observado na atualidade? Vocês já ouviram falar no movimento Boy Sober? Confesso que não o conhecia e que de cara já esbarrei na dificuldade de compreender o termo devido ao desconfortável emprego de um estrangeirismo forçado - mas isso fica para uma outra discussão linguística que não vou ter aqui e agora. Na esteira das minhas curiosas pesquisas e leituras sobre relacionamentos conheci es


MANEIRAS DE AMAR: COMO OS TIPOS DE APEGO GERADOS NA INFÂNCIA IMPACTAM OS RELACIONAMENTOS ADULTOS
No mês passado, tratei sobre as linguagens do amor. Este mês vou dar prosseguimento à temática relacional sob outra perspectiva: a dos tipos de apego. Para isso, vou me basear na recente leitura, ou melhor, escuta, do livro Maneiras de amar, escrito por Amir Levine e Rachel Heller. A obra trata sobre a forma como lidamos com o amor e traz pistas de como tratamos o medo, a proximidade, a intimidade e a dependência, entre outros comportamentos. Vou expandir minha discussão com


SOBRE AS AREIAS DO MEU TEMPO
“Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial. (Rubem Alves) Estou a poucos dias de completar meus primeiros cinquenta anos! Por ser um marco na minha existência, resolvi celebrar com o lançamento de um novo livro: Para A


OS DESCONCERTOS DO MUNDO NA ARTE E NA LITERATURA E NA VIDA
UMA LEITURA DA OBRA “UM AMOR PARA RECORDAR” A literatura, desde seus primórdios, tem se dedicado a explorar o lado antitético do mundo, revelando tensões, contradições e paradoxos que permeiam a experiência humana. Não se trata de novidade: poetas e dramaturgos como Camões, Sá de Miranda e Gil Vicente, cada qual a seu modo, souberam dar voz às inquietações de sua época, ora exaltando valores, ora questionando costumes, ora desnudando a fragilidade das certezas humanas. Em su
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