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AGOSTO
Agosto chegou. É um mês de alegrias, pois muitas e muitas pessoas queridas fazem aniversário, como a minha filha. É o mês em que aniversario também. Mas é um mês em que tive perdas. Muitas e muitas pessoas queridas se foram muito cedo. Porém o que me salva na hora que a saudade vem para me estrangular é a literatura. Então gosto de revisitar o que disse Guimarães Rosa: "O mundo é mágico: as pessoas não morrem, ficam encantadas… a gente morre é para provar que viveu". Ficar "


PEDALE, QUE EU SEGURO
Ele tinha quatro anos e as pernas mal alcançavam os pedais. Eu segurava o banco da bicicleta com as duas mãos, e ele, desconfiado do próprio equilíbrio, olhava para trás a cada duas pedaladas, como quem conferia se eu ainda estava ali. — Pedale e olhe para frente — eu dizia. — Eu estou aqui. Eu seguro. Ele pedalava mais um pouco. Olhava para trás. Eu continuava ali. Talvez ele não soubesse, naquela época, que eu não segurava apenas o banco da bicicleta. Segurava também o medo


O QUE APRENDI COM O AMOR
A primeira e, provavelmente, mais verdadeira paixão que já experimentei foi, senão, um sonho, uma esperança ocupando um lugar predestinado em minha mente e, mais perigoso ainda, no coração. Este, possui a carne mais feia, pois é verdadeiro, e a dor é a coisa mais real que existe. Paris: a representação dos sonhos. Quando pensamos que experimentamos o amor, tudo se dissolve como açúcar, tudo é irreal, mas tão verdadeiro, com as pinturas de Salvador Dali. Onde se esconde o meu


MAS, AFINAL, EXISTE UM JEITO CERTO DE AMAR?
Já pararam para pensar como as pessoas demonstram o amor de maneiras diferentes? No texto deste mês vou trazer algumas perspectivas sobre as linguagens do amor para que possamos refletir sobre como se dá a dinâmica da construção dos afetos em nossas vidas. Por Michelle MKO Acho fascinante como se processam as relações humanas. Sempre gostei de observar a maneira como as pessoas interagem umas com as outras. Para embasar minhas reflexões, trago como referência o livro “As cin


O BANQUETE DOS ELEITOS
Este texto procura construir uma análise filosófico-religiosa sobre aqueles que nasceram e cresceram como todo mundo, mas, de repente, quando os que lhes eram próximos esperavam acontecimentos comuns, idênticos aos da maioria, surpreendentemente, abandonaram tais expectativas e se colocaram diante das injustiças humanas presentes no universo. Desprezaram o individualismo, abraçaram a alteridade e partiram em missão para fazer o bem, com o objetivo de edificar um mundo melhor,


A MAIS BELA SUBJETIVIDADE
Faz-se necessário, antes, trazer a definição para esta palavra tão linda e de tão caro significado. A Subjetividade pode ser definida como o conjunto de pensamentos, emoções, experiências e valores que compõem o mundo interno de um indivíduo. Ela representa a maneira particular, única e pessoal como cada pessoa percebe, interpreta e atribui sentido à realidade ao seu redor. Gosto de visualizar a existência de cada um, tecida em retalhos como uma imensa e maravilhosa colcha.
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