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UMA CALCINHA VIAJANTE
Tudo começou quando alguém abrindo o guarda-roupa, encontrou uma calcinha. Sem perguntar para nenhuma frequentadora da casa, quem era a dona da peça, aproveitou uma oportunidade e a enviou para São Paulo. E ela foi deslizando pelo asfalto de uma rodovia, atravessando território de Minas para São Paulo, num intervalo de tempo em que a verdadeira dona nem imaginava que isso poderia estar acontecendo. Chegando em São Paulo, a encarregada da devolução, tranquilamente entregou a c

BETH BRETAS


QUAL É O NOSSO GRITO DE HOJE: RELAÇÕES DE TRABALHO E A GREVE DOS PROFESSORES
Nos últimos meses, falamos aqui sobre o burnout em suas diferentes vertentes, sobre o sofrimento que pode surgir, quando as exigências do trabalho ultrapassam os recursos que o trabalhador dispõe para enfrentá-las. Mas a vida continua. A vida laboral segue. E, com ela, seguem também os encontros, desencontros, expectativas, frustrações e conflitos que fazem parte das relações humanas e das relações de trabalho. É nesse contexto que gostaria de trazer uma questão que hoje está

TEREZINHA ARAÚJO


MITO
Daqui, por vezes, fico a indagar o que um mito vem nos apresentar. E vale pensar, vale observar… Vale avaliar… Vale ressaltar que o mito apresenta pessoas, ele diz sobre escolhas, ele revela. Parece até novela… Nem sei se podemos chamar de mito, mas algumas personalidades têm revelado muito sobre a sociedade. O agir, o pensar, o relacionar. Estamos buscando referências onde? Como? Nossa procura diz sobre nós. Escolhemos aquilo com o que nos identificamos. Eis aí uma boa quest

JUNIA CARVALHO


SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V

RUBIA ARCE Admin Blog


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO II: PROBLEMA INDIVIDUAL OU ORGANIZACIONAL?
Quando o desempenho substitui o sentido Quando escrevi o primeiro texto, no mês passado, não pensei em fazer uma série, mas acho que o tema realmente não se esgota facilmente, então sigamos. No primeiro texto, refletimos sobre como o trabalho passou a ocupar um lugar central na constituição da identidade humana. Vimos que, ao longo da modernidade, ele deixou de ser apenas uma atividade destinada à sobrevivência para tornar-se um dos principais espaços de construção de sentido

TEREZINHA ARAÚJO


A CORDA NO CHÃO
A corda ficou no chão. Em meio às imagens, aos vídeos, às reportagens e às inúmeras perguntas que surgiram depois da tragédia em Limeira, há um mês, foi essa a cena que permaneceu comigo. A corda ficou no chão. Talvez porque algumas imagens consigam resumir uma história inteira. Uma jovem foi lançada de uma ponte acreditando que a segurança havia sido verificada. Havia pessoas ao redor. Havia procedimentos. Havia orientações. Havia profissionais. Mas a corda que deveria suste

CARLA KIRILOS
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