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SOBRE-VIVÊNCIA
Vejo pessoas… por aí. Vejo olhares, dores… e o sangrar. Vejo vazios. Vejo além do que a maioria pode. Vejo tudo o que quero ver E o que não quero. Ao olhar. Mesmo quando nem quero olhar. Vejo necessidades. Vejo sensações. Vejo expressões E nelas, vejo falsidades. Mesmo na ausência de animosidade, vejo raiva. Vejo tristeza e alegria na mesma intensidade. Vejo inconsistências. Incapacidades, fraquezas, desconexões. Enxergo desencontros… desalinhos. Também vejo sinceridades. V

RUBIA ARCE Admin Blog


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO II: PROBLEMA INDIVIDUAL OU ORGANIZACIONAL?
Quando o desempenho substitui o sentido Quando escrevi o primeiro texto, no mês passado, não pensei em fazer uma série, mas acho que o tema realmente não se esgota facilmente, então sigamos. No primeiro texto, refletimos sobre como o trabalho passou a ocupar um lugar central na constituição da identidade humana. Vimos que, ao longo da modernidade, ele deixou de ser apenas uma atividade destinada à sobrevivência para tornar-se um dos principais espaços de construção de sentido

TEREZINHA ARAÚJO


A CORDA NO CHÃO
A corda ficou no chão. Em meio às imagens, aos vídeos, às reportagens e às inúmeras perguntas que surgiram depois da tragédia em Limeira, há um mês, foi essa a cena que permaneceu comigo. A corda ficou no chão. Talvez porque algumas imagens consigam resumir uma história inteira. Uma jovem foi lançada de uma ponte acreditando que a segurança havia sido verificada. Havia pessoas ao redor. Havia procedimentos. Havia orientações. Havia profissionais. Mas a corda que deveria suste

CARLA KIRILOS


A CORDA. - ACORDA!
Minha alma chorou… Assustou. Se desorientou e, por segundos, se desfez. Se desfez em lágrimas Questionamentos Reflexões Minha alma chorou… Chorou por perceber que no meio de muitos, por vezes, estamos sozinhos. Por perceber tantos na tentativa do mostrar, registrar, viralizar... deixaram passar… Deixaram passar a vida, o cuidado, a presença… Deixaram de passar a corda. A corda? Ou, o Acorda? Parece uma sociedade adormecida, em estupor… Necessitando acordar Acordem! Não nos c

JUNIA CARVALHO


AMOR EM TEMPOS DE HIPERTENSÃO
No capitalismo, as datas passam a representar cifras: Natal, Dia das Mães, dos Pais e dos Namorados são algumas das oportunidades de transformar afeto em lucro. Mas, sem querer minimizar os danos desse manejo comercial, podemos falar de o quanto essas datas podem, de alguma maneira, levar algumas pessoas a sentirem permissão para demonstrarem o que sentem e hastearem a bandeira de seus amores? Quem diz que o amor segue calendário? Não deveria ser tão desafiador falar e mostra

MICHELLE MKO


POR SER AMOR…
“Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, o amor revela-se Por ser amor, invade e fim.” (Pétala - Djavan) Não é por acaso que inicio este texto com os lindos versos de Pétala. Hoje é véspera do Dia dos Namorados, e Djavan foi a principal trilha do meu namoro com a encantadora morena que, há mais de vinte anos, completa o sentido dos meus dias. Não quero me apegar ao fato de que as datas comemorativas são meramente comerciais, criadas para movimentar o comércio

JEFFERSON LIMA
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