O QUE APRENDI COM O AMOR


A primeira e, provavelmente, mais verdadeira paixão que já experimentei foi, senão, um sonho, uma esperança ocupando um lugar predestinado em minha mente e, mais perigoso ainda, no coração. Este, possui a carne mais feia, pois é verdadeiro, e a dor é a coisa mais real que existe.
Paris: a representação dos sonhos. Quando pensamos que experimentamos o amor, tudo se dissolve como açúcar, tudo é irreal, mas tão verdadeiro, com as pinturas de Salvador Dali. Onde se esconde o meu amor? Como poderei saber se nem ao menos sei o seu nome? Há dias em que toda canção é triste, nenhuma carta tem resposta, não há ninguém e faz os sinos dobrarem.
A melhor representação do instante é a valsa, um único momento em que tudo se fecha, tudo é música, tudo é o outro.



Olá, Ana Beatriz! Gostei demais do seu texto. Para mim, ele transmite a intensidade e a delicadeza das experiências amorosas. Você descreve o amor como sonho e dor, misturando realidade e ilusão em imagens poéticas. Em um texto pequeno, sua escrita mostra que amar é viver instantes únicos, como uma valsa que se fecha em música e presença.
Parabéns!
Um grande abraço.
Oi Ana, amei seu texto, curto e com fortes dizeres. O amor romântico parece antigo, mas não, quando menos se espera, ele ressuscita em nós. Porque ele está dentro do jovem, no contemporâneo e no velho. Basta um olhar, um sonho, é verdadeiro, está na alma, é raiz, brota.
O amor vivido, o amor perdido, o amor sonhado, a expectativa do amor... matéria-prima inesgotável de prosas, versos e canções...
Sonho/Paris/doçura/Arte/A espera por alguém/melancolia/nenhuma correspondência na valsa criando a possibilidade da dança imaginaria com o outro.
Será que um dia deixaremos de buscar pelo amor romântico?
Namastê!