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BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO
Na próxima semana farei uma palestra sobre Burnout e estudando e pesquisando mais sobre o tema, me deparei com dados atuais alarmantes. A relação do homem com o trabalho em nossos dias está cada dia mais adoecida. Nas sociedades antigas e medievais, a identidade das pessoas era construída a partir da família, da religião, da comunidade ou da posição social. O trabalho existia, mas não ocupava necessariamente o centro da vida subjetiva. A centralidade do trabalho começa a se

TEREZINHA ARAÚJO


UMA MANHÃ INEXORÁVEL
A manhã de um dia longo. Com esta frase eu começo esta crônica e aproveito para fazer referência ao grande músico Ringo Starr, da Banda Beatles que, em 1964, pronunciou, depois de um dia inteiro de gravações, a frase: “A hard day’s night”, “Noite de um dia duro”, que se tornou o título do famoso Long play. Lembro-me que um dia entre tantos dias em que eu saí de casa cedo para trabalhar, presenciei um fato que marcou profundamente as minhas retinas cansadas, tomando de emprést

JOSÉ FRANÇA


O ENCANTAMENTO QUE SE FOI
Junho chegou com suas bandeiras coloridas, seus fogos, sua promessa de calor mesmo no inverno. E, este ano, chegou também com a Copa do Mundo. Como se o país precisasse de mais uma razão para dançar — ou talvez apenas fingir que ainda dança. Durante décadas, a Copa foi quase um estado emocional do brasileiro. As ruas eram pintadas, escolas mudavam horários, repartições paravam, famílias se reuniam diante da televisão, desconhecidos se abraçavam nas esquinas após um gol e até

CARLA KIRILOS


UTOPIAR
“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” Eduardo Galeano O que almejamos para o mundo, para as convivências, para as existências, está sempre no campo ilógico da utopia. E tem sempre alguém para nos lembrar disso. Ao caminhar, esbarramos nas mais diversas realid

RUBIA ARCE Admin Blog


SOBRE ABACAXIS, CELEBRAÇÕES E SIGNIFICADOS
Quinze de novembro. Feriado. Para quem trabalha de segunda a sexta, um sábado como todos os demais do calendário. Talvez. Por ser feriado nacional, havia menos ônibus circulando; um ou outro comércio aberto. Enfim, o movimento nas ruas estava ligeiramente menor do que comumente se vê aos sábados. Perto da hora do almoço, parei para comprar alguns abacaxis num desses caminhões que ficam nas esquinas vendendo a fruta – ou pseudofruto, como diriam os botânicos – e eis que, entre

JEFFERSON LIMA
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