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UM POEMA TRISTE

  • Foto do escritor: MARIA ANÉSIA
    MARIA ANÉSIA
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

O céu se abria e ordenava aos anjos.

- Liguem todas as luzes

Que iluminam o caminho da terra.


Dizia às estrelas do universo.

- Intensifiquem seus brilhos

Serão vistos por almas vivas e mortas.


Um filho vai chegar...


Há tempo se preparando.

Período em que não viveu

Rompeu com os desejos de viver.


Resistiu, sem queixas, o ataque silencioso do monstro.

Adversário que ia diluindo, o que mesmo?

Sua faculdade mental, seu organismo antes imortal.


Amava do seu jeito.

Certo para uns, errado para outros

Agitado, preocupado, ingênuo e não desistia de amar.


Queimava no sol, molhava na chuva, engolia poeira.

Queria ser o melhor pai do mundo

Presenteando com doces, ver as crianças felizes.


O monstro, não se sabe como entrara.

Acoplava seu cérebro

Crescendo e o fazendo sofrer.


Sentia dor, isso não era nada. Não entendia.

Ninguém sentia, não havia motivação ali

Faltou empatia.


Chegaram seus derradeiros dias...


Duas cirurgias brutais.

Ainda sorrindo, tinha esperança de que

Derrotaria o monstro, Mas,


A porta do céu já estava aberta.

A hora chegava certa.

Irreversível!


Cá na terra

Um corre-corre, um leva e traz

Um vai e vem.


Findou-se sua vida.

Vozes e lágrimas lastimosas

Dos que o amavam sem saber o que é o amor.


Dia das mães!

- O que diz a mãe que jamais ouvirá

Aquela primeira homenagem do dia das mães?


- Oi mãe, é Roberto.


- Desejo à senhora muitos anos de vida.

Seus filhos precisam da senhora

É nossa guerreira. Não se preocupe comigo.


Queria a longevidade de sua mãe.

Ser grato por isto. Não zelava por sua saúde, sua vida.

Trabalhar e beber cerveja, apenas.







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1 comentário

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há 9 horas
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Maria Anésia, há o tempo de se tornar invisível, mas não há o tempo de se tornar esquecível na vida da mãe a ausência do filho.

Namastê!

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