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QUANDO A PALAVRA CELEBRA A EXISTÊNCIA
Como é transformar seis anos de vida em palavras que tocam outras vidas? Como é a sensação de escrever, mês a mês, por seis anos, para o Blog Bendita Existência? É como provar, continuamente, o sabor da vida traduzida em palavras. É revisitar emoções, observar o cotidiano com novos olhos e transformar cada detalhe em reflexão. É perceber que, quando a escrita nasce da alma, ela encontra naturalmente o caminho até o coração de quem lê. “Palavras agradáveis são como favo de mel


SE VOCÊ TIVESSE PODER
SOBRE VALORES QUE ABRAÇAMOS – 2/2 Uma reflexão gerada pelo filme Absolutamente Impossível. A narrativa aposta na ideia de que a integridade está em só saber jogar o jogo do” poder ter” – mas como é que se chega ao ponto de saber jogar? Isso , no decorrer da história, vai abrindo a possibilidade de colocar na mão do outro os sonhos da humanidade. O que, ao meu ver, começa, nesse filme, de forma errada quando, aleatoriamente se escolhe alguém para testar o jogo – porque não se


O QUE PODE DAR CERTO?
Deslumbrado Por definição, que ou aquele que, por demonstrar excessivo entusiasmo por alguma coisa, é visto como pessoa tola, destituída de crítica. Existe um sentimento de deslumbre pelas belezas da vida, do qual são dotados somente alguns dos seres humanos. Digo isso, porque experimento desse deslumbre desde a infância. Acho que foi minha mãe quem plantou isso em nós. Sabe aquelas pessoas que chegam a lugares e, sorrindo, destacam tudo que vêem de bonito? Que encontram p


A ARTE DO ENCONTRO EM TEMPOS DE SOLIDÃO
Dizem que a vida é a arte do encontro. Mas, nos últimos tempos, essa arte parece ter se tornado um idioma estrangeiro, daqueles que entendemos de ouvir falar, mas não conhecemos de fato. Somos seres de relacionamento, feitos de pele, história e desejo e, ainda assim, convivemos com uma estranha dificuldade: a de permanecer perto, de encontrar um amor que não se perca no caminho, de sustentar a presença do outro sem nos sentirmos ameaçados ou insuficientes. Vivemos cercados de


CÉREBROS EM EXERCÍCIO
Áudio fecha – Áudio abre Ouvidos escutando Vozes ecoando Olhares compartilhando A lição daquela noite. Tudo em sintonia com a mente. O inconsciente simulando O cérebro controlando Palavras, gestos e emoções Dos escritores presentes Online na televisão. “A mente humana é literária” Capacitando com maestria Os escritos que saíam quentinhos A todo vapor. Do pensamento dos poetas E também do professor Ensinando a escrever poemas. “A mente humana é cabeça” Casa-se bem com a lite


A PEDRA COMO REVELAÇÃO: Drummond, Dostoiévski e os Ecos do Absurdo
A proposta desta crônica é fazer uma análise comparativa da imagem da pedra na obra Os Irmãos Karamázov, de Dostoiévski, e no poema “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. Como o texto do autor russo é cerca de 60 anos mais antigo que o do poeta mineiro, surge a pergunta: teria Carlos Drummond lido a fantástica e universal obra de Dostoiévski? A resposta é quase um sim. A obra do itabirano revela que ele era um grande leitor, como se nota nas intertextualidades p


VALE TUDO - ONTEM, HOJE E SEMPRE?
Trinta e seis anos se passaram desde que o Brasil se despediu da primeira versão da novela Vale Tudo, mas a pergunta que atravessou gerações ainda soa desconfortável: vale a pena ser honesto no Brasil? Foto: Reprodução/Globo Eu não assisti ao remake que terminou recentemente. Preferi manter as lembranças da versão original, aquela dos anos 1980, que fazia o país inteiro discutir ética, corrupção e desigualdade — num tempo em que televisão ainda unia o Brasil em torno da mesma


SAIR DO CASULO: UM VÔO INCERTO
A minha filha tem dezessete anos. Enquanto escrevo estas linhas, ela está tensa e se preparando para as provas do ENEM — o Exame Nacional do Ensino Médio —, que já está às portas. Cá com os meus botões, penso que é pouca idade para decisões tão importantes em relação ao futuro. Aos dezessete anos, a pessoa precisa escolher uma área de formação, acreditando definir, assim, o seu futuro profissional e, consequentemente, os rumos da própria vida. Durante as várias conversas que


A PRIMEIRA VEZ
O primeiro beijo, o primeiro salário, a carteira de motorista, a publicação do primeiro livro, histórias preciosas, significativas, guardadas, lustrosas, nos porões da memória. Tão necessárias para a autoestima, toda primeira vez é uma vitória. Mas o cuidado com o outro sempre se fez tão normal, bendita carga ancestral que me ensinou: o tempo é sempre depois, até não ter mais jeito, sendo sempre o modelo perfeito. Sem sequer esboçar o desejo, nas dobras da alma uma mensag
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