top of page

Buscar


O BANQUETE DOS ELEITOS
Este texto procura construir uma análise filosófico-religiosa sobre aqueles que nasceram e cresceram como todo mundo, mas, de repente, quando os que lhes eram próximos esperavam acontecimentos comuns, idênticos aos da maioria, surpreendentemente, abandonaram tais expectativas e se colocaram diante das injustiças humanas presentes no universo. Desprezaram o individualismo, abraçaram a alteridade e partiram em missão para fazer o bem, com o objetivo de edificar um mundo melhor,


UMA VINGANÇA ELEGANTE
Fofocas literárias, mas que só lhe farão bem! Eu sou Ilma Pereira e aqui te coloco a par das fofocas do mundo literário. Dia desses, conversando com uma querida leitora, Clarice Barreto, ela me pôs uma pulga atrás da orelha: o escritor Thomas Mann havia se vingado do também escritor russo Dostoiévski. Na mesma hora, lembrei-me de uma frase icônica sobre vingança, proferida pelo inesquecível Seu Madruga, no seriado Chaves, para o personagem Quico: “ A vingança nunca é plena,


A CORDA NO CHÃO
A corda ficou no chão. Em meio às imagens, aos vídeos, às reportagens e às inúmeras perguntas que surgiram depois da tragédia em Limeira, há um mês, foi essa a cena que permaneceu comigo. A corda ficou no chão. Talvez porque algumas imagens consigam resumir uma história inteira. Uma jovem foi lançada de uma ponte acreditando que a segurança havia sido verificada. Havia pessoas ao redor. Havia procedimentos. Havia orientações. Havia profissionais. Mas a corda que deveria suste


O BALIZADO
Um homem balconista me foi apresentado num jantar de encontro com amigos, aqueles em que a gastronomia é deliciosa, o riso é solto e as narrativas se aconchegam numa gostosa sintonia. Ele me foi apresentado ao escutar uma conversa sobre um episódio que envolvia ele, uma garota e o seu namorado e,na versão de quem contava, a garota, frente à situação, se manifestou sem alarde, respondendo para o namorado: COMO ASSIM?! Você perdeu a noção?! E, em meio àquela conversa animad


A MAIS BELA SUBJETIVIDADE
Faz-se necessário, antes, trazer a definição para esta palavra tão linda e de tão caro significado. A Subjetividade pode ser definida como o conjunto de pensamentos, emoções, experiências e valores que compõem o mundo interno de um indivíduo. Ela representa a maneira particular, única e pessoal como cada pessoa percebe, interpreta e atribui sentido à realidade ao seu redor. Gosto de visualizar a existência de cada um, tecida em retalhos como uma imensa e maravilhosa colcha.


A CORDA. - ACORDA!
Minha alma chorou… Assustou. Se desorientou e, por segundos, se desfez. Se desfez em lágrimas Questionamentos Reflexões Minha alma chorou… Chorou por perceber que no meio de muitos, por vezes, estamos sozinhos. Por perceber tantos na tentativa do mostrar, registrar, viralizar... deixaram passar… Deixaram passar a vida, o cuidado, a presença… Deixaram de passar a corda. A corda? Ou, o Acorda? Parece uma sociedade adormecida, em estupor… Necessitando acordar Acordem! Não nos c


AMOR SEGUNDO DARWIN
Era apenas uma garotinha, de cadarço desamarrado, mãos que tremiam sem razão e tossindo numa ânsia absurda. Uma garota num mar de insignificância que é a vida juvenil, como se as coisas estivessem esperando o momento exato de desabrocharem. Tudo era espera, afinal. O jeito como as palavras se enroscavam no momento da fala, gaguejando e trocando sílabas. Aprendera a falar, mas não a dizer. Olhava as pessoas com uma curiosidade ímpar. Colocava-as em seu caleidoscópio, busca


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO
Na próxima semana farei uma palestra sobre Burnout e estudando e pesquisando mais sobre o tema, me deparei com dados atuais alarmantes. A relação do homem com o trabalho em nossos dias está cada dia mais adoecida. Nas sociedades antigas e medievais, a identidade das pessoas era construída a partir da família, da religião, da comunidade ou da posição social. O trabalho existia, mas não ocupava necessariamente o centro da vida subjetiva. A centralidade do trabalho começa a se


AMOR EM TEMPOS DE HIPERTENSÃO
No capitalismo, as datas passam a representar cifras: Natal, Dia das Mães, dos Pais e dos Namorados são algumas das oportunidades de transformar afeto em lucro. Mas, sem querer minimizar os danos desse manejo comercial, podemos falar de o quanto essas datas podem, de alguma maneira, levar algumas pessoas a sentirem permissão para demonstrarem o que sentem e hastearem a bandeira de seus amores? Quem diz que o amor segue calendário? Não deveria ser tão desafiador falar e mostra
bottom of page









