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A CORDA. - ACORDA!
Minha alma chorou… Assustou. Se desorientou e, por segundos, se desfez. Se desfez em lágrimas Questionamentos Reflexões Minha alma chorou… Chorou por perceber que no meio de muitos, por vezes, estamos sozinhos. Por perceber tantos na tentativa do mostrar, registrar, viralizar... deixaram passar… Deixaram passar a vida, o cuidado, a presença… Deixaram de passar a corda. A corda? Ou, o Acorda? Parece uma sociedade adormecida, em estupor… Necessitando acordar Acordem! Não nos c

JUNIA CARVALHO


AMOR SEGUNDO DARWIN
Era apenas uma garotinha, de cadarço desamarrado, mãos que tremiam sem razão e tossindo numa ânsia absurda. Uma garota num mar de insignificância que é a vida juvenil, como se as coisas estivessem esperando o momento exato de desabrocharem. Tudo era espera, afinal. O jeito como as palavras se enroscavam no momento da fala, gaguejando e trocando sílabas. Aprendera a falar, mas não a dizer. Olhava as pessoas com uma curiosidade ímpar. Colocava-as em seu caleidoscópio, busca

ANA BEATRIZ


BURNOUT E O TRABALHO CONTEMPORÂNEO
Na próxima semana farei uma palestra sobre Burnout e estudando e pesquisando mais sobre o tema, me deparei com dados atuais alarmantes. A relação do homem com o trabalho em nossos dias está cada dia mais adoecida. Nas sociedades antigas e medievais, a identidade das pessoas era construída a partir da família, da religião, da comunidade ou da posição social. O trabalho existia, mas não ocupava necessariamente o centro da vida subjetiva. A centralidade do trabalho começa a se

TEREZINHA ARAÚJO


AMOR EM TEMPOS DE HIPERTENSÃO
No capitalismo, as datas passam a representar cifras: Natal, Dia das Mães, dos Pais e dos Namorados são algumas das oportunidades de transformar afeto em lucro. Mas, sem querer minimizar os danos desse manejo comercial, podemos falar de o quanto essas datas podem, de alguma maneira, levar algumas pessoas a sentirem permissão para demonstrarem o que sentem e hastearem a bandeira de seus amores? Quem diz que o amor segue calendário? Não deveria ser tão desafiador falar e mostra

MICHELLE MKO


TREM DA SAUDADE
Fonte: https://trindadego.com.br/santuario-basilica-do-divino-pai-eterno/ - Vai pra lá, Trem. Inicial maiúscula porque se refere à gente viva. - Por favor, pegue esse trem aí para mim. E trem é tudo que dá significado à existência humana. Fácil de ser usado, brasileiro viaja e gosta. Lá ia um trem. Não era Maria Fumaça, era o Trem da Alegria. Um vagão só, abarrotado de sorrisos, gritos, uma energia contagiante gerada da emoção ao passar pelos trilhos de estações desconhecidas

MARIA ANÉSIA


POR SER AMOR…
“Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, o amor revela-se Por ser amor, invade e fim.” (Pétala - Djavan) Não é por acaso que inicio este texto com os lindos versos de Pétala. Hoje é véspera do Dia dos Namorados, e Djavan foi a principal trilha do meu namoro com a encantadora morena que, há mais de vinte anos, completa o sentido dos meus dias. Não quero me apegar ao fato de que as datas comemorativas são meramente comerciais, criadas para movimentar o comércio

JEFFERSON LIMA


UMA MANHÃ INEXORÁVEL
A manhã de um dia longo. Com esta frase eu começo esta crônica e aproveito para fazer referência ao grande músico Ringo Starr, da Banda Beatles que, em 1964, pronunciou, depois de um dia inteiro de gravações, a frase: “A hard day’s night”, “Noite de um dia duro”, que se tornou o título do famoso Long play. Lembro-me que um dia entre tantos dias em que eu saí de casa cedo para trabalhar, presenciei um fato que marcou profundamente as minhas retinas cansadas, tomando de emprést

JOSÉ FRANÇA


AS RAÍZES VERDE-AMARELAS DE THOMAS MANN
Fofocas literárias, mas… edificantes e que só lhe farão bem. A fofoca de hoje me surpreendeu realmente. Segue o fluxo e se surpreenda também. Não é segredo pra ninguém que sou uma devoradora de livros desde a infância. Conto nos dedos de uma das mãos os livros que não consegui concluir. Um deles é o famoso “A montanha mágica” de Thomas Mann. Por duas vezes tentei, mas não consegui subir a montanha de quase mil páginas. “Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em

ILMA PEREIRA


O ENCANTAMENTO QUE SE FOI
Junho chegou com suas bandeiras coloridas, seus fogos, sua promessa de calor mesmo no inverno. E, este ano, chegou também com a Copa do Mundo. Como se o país precisasse de mais uma razão para dançar — ou talvez apenas fingir que ainda dança. Durante décadas, a Copa foi quase um estado emocional do brasileiro. As ruas eram pintadas, escolas mudavam horários, repartições paravam, famílias se reuniam diante da televisão, desconhecidos se abraçavam nas esquinas após um gol e até

CARLA KIRILOS
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