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A ARTE DO ENCONTRO EM TEMPOS DE SOLIDÃO
Dizem que a vida é a arte do encontro. Mas, nos últimos tempos, essa arte parece ter se tornado um idioma estrangeiro, daqueles que entendemos de ouvir falar, mas não conhecemos de fato. Somos seres de relacionamento, feitos de pele, história e desejo e, ainda assim, convivemos com uma estranha dificuldade: a de permanecer perto, de encontrar um amor que não se perca no caminho, de sustentar a presença do outro sem nos sentirmos ameaçados ou insuficientes. Vivemos cercados de

TEREZINHA ARAÚJO


CÉREBROS EM EXERCÍCIO
Áudio fecha – Áudio abre Ouvidos escutando Vozes ecoando Olhares compartilhando A lição daquela noite. Tudo em sintonia com a mente. O inconsciente simulando O cérebro controlando Palavras, gestos e emoções Dos escritores presentes Online na televisão. “A mente humana é literária” Capacitando com maestria Os escritos que saíam quentinhos A todo vapor. Do pensamento dos poetas E também do professor Ensinando a escrever poemas. “A mente humana é cabeça” Casa-se bem com a lite

MARIA ANÉSIA


A PEDRA COMO REVELAÇÃO: Drummond, Dostoiévski e os Ecos do Absurdo
A proposta desta crônica é fazer uma análise comparativa da imagem da pedra na obra Os Irmãos Karamázov, de Dostoiévski, e no poema “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. Como o texto do autor russo é cerca de 60 anos mais antigo que o do poeta mineiro, surge a pergunta: teria Carlos Drummond lido a fantástica e universal obra de Dostoiévski? A resposta é quase um sim. A obra do itabirano revela que ele era um grande leitor, como se nota nas intertextualidades p

JOSÉ FRANÇA


VALE TUDO - ONTEM, HOJE E SEMPRE?
Trinta e seis anos se passaram desde que o Brasil se despediu da primeira versão da novela Vale Tudo, mas a pergunta que atravessou gerações ainda soa desconfortável: vale a pena ser honesto no Brasil? Foto: Reprodução/Globo Eu não assisti ao remake que terminou recentemente. Preferi manter as lembranças da versão original, aquela dos anos 1980, que fazia o país inteiro discutir ética, corrupção e desigualdade — num tempo em que televisão ainda unia o Brasil em torno da mesma

CARLA KIRILOS


SAIR DO CASULO: UM VÔO INCERTO
A minha filha tem dezessete anos. Enquanto escrevo estas linhas, ela está tensa e se preparando para as provas do ENEM — o Exame Nacional do Ensino Médio —, que já está às portas. Cá com os meus botões, penso que é pouca idade para decisões tão importantes em relação ao futuro. Aos dezessete anos, a pessoa precisa escolher uma área de formação, acreditando definir, assim, o seu futuro profissional e, consequentemente, os rumos da própria vida. Durante as várias conversas que

JEFFERSON LIMA


A PRIMEIRA VEZ
O primeiro beijo, o primeiro salário, a carteira de motorista, a publicação do primeiro livro, histórias preciosas, significativas, guardadas, lustrosas, nos porões da memória. Tão necessárias para a autoestima, toda primeira vez é uma vitória. Mas o cuidado com o outro sempre se fez tão normal, bendita carga ancestral que me ensinou: o tempo é sempre depois, até não ter mais jeito, sendo sempre o modelo perfeito. Sem sequer esboçar o desejo, nas dobras da alma uma mensag

ILMA PEREIRA


DUAS LUAS
SOBRE VALORES QUE ABRAÇAMOS – 1/2 Série Coelho na Lua – T1.Ep.1 – VIKI “Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura”. Padre Fábio de Melo Sim, o Ano 2025 está plantando o Ano 2026, dentro de um panorama apocalíptico e, neste momento de encerramento de mais um ano, me pus a pensar so

BETH BRETAS


ESPAÇO VAZIO
(Des)ilusão. Quando a ilusão se quebra, o que resta são fragmentos do que, sob alguma perspectiva, fazia sentido. A verdade é que, às vezes, nos prendemos a ilusões - por mais infundadas que sejam - como uma forma de sobrevivência. E ignoramos a lógica, por um tempo, para recostar ao relento de uma ilusão "confortável". Até que ela se quebre, deixando um rastro vazio. No segundo após despertar, o nada. Um segundo que parece durar uma eternidade, mas logo é interrompido por u

RUBIA ARCE Admin Blog


DOR-INHA E SEU INCONSCIENTE
A luta do neurótico com seu inconsciente é uma batalha silenciosa, intensa e profundamente humana. Ele vive dividido entre o que sente e o que acredita dever sentir, entre o que deseja e o que se permite desejar. Há uma tensão constante como se uma parte de si quisesse falar, gritar, e outra se esforçasse para calar. No caso de Dor-inha, seu cotidiano mostra uma mulher forte, racional, controlada demais. Mas dentro dela, há um conflito que não cessa, enviando sinais em sonho

TEREZINHA ARAÚJO
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